terça-feira, 9 de agosto de 2011

VEREADORES APRESENTAM PROPOSTA DE REFORMA DA LEI ORGÂNICA MUNICIPAL

A Comissão Especial formada pelos vereadores Sérgio Bouez (PSB), Gerônima Melo (PSDB) e Paulo Nébio (PMDB) apresentou na última terça-feira (02) na sessão ordinária da Câmara Municipal, uma proposta de revisão da Lei Orgânica de Guajará-Mirim. O Projeto da proposta de mudanças na Lei Orgânica levado ao Plenário pelo triunvirato de vereadores foi exposto para apreciação e aprovado de forma unânime pelo parlamento municipal.

O Presidente da Casa de Leis, Célio Targino (PP) ressalvou que o texto com as novas adequações estará a disposição de todos os vereadores para reajustes, exame técnico e até elaboração de novas propostas. Segundo o que manda o Regimento Interno da Casa, uma vez feitas as análises, as prováveis mudanças ainda terão que passar por votação em dois “rounds” subseqüentes.

Instrumento maior do município, a Lei Orgânica é uma lei genérica. Na Lei Orgânica estão contidos os mais diversos parâmetros que norteiam a vida da sociedade, visando o bem- estar social, o progresso e o desenvolvimento de um povo. É uma espécie de constituição do município.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FUNCIONÁRIOS DA SEMOSP PROCURAM CÂMARA PARA AJUDAR A RESOLVER IMPASSE

Ao ficarem sabendo que a Prefeitura quer retirar benefícios de seus pequenos salários, funcionários do serviço de limpeza e obras públicas de Guajará-Mirim buscaram a Câmara de Vereadores na manhã de segunda-feira (01) com o objetivo de reivindicar uma intermediação por parte daquele parlamento junto ao Poder Executivo para contornar esta situação.

Na companhia dos vereadores Sérgio Bouez (PSB) e Francisco Quintão (PDT), o presidente da Câmara Municipal, Célio Targino (PP), uma vez ciente dos fatos, convocou em caráter de urgência o controlador municipal Ivaldo Fernandes para uma reunião com estes funcionários, a maioria garis e auxiliar de serviços diversos, a fim de dar explicações sobre reclames acerca de uma eventual retirada da gratificação de campo destes servidores. No calor das discussões, ânimos mais acirrados se fizeram exaltar. “Como se não bastasse a defasagem dos nossos salários, a prefeitura agora se ocupa em tirar favorecimentos que a gente poderia ter”, desabafou ao final da reunião um servidor que, temendo represálias, não quis se identificar.

Atento a todas as questões em debate e disposto a conciliar, o presidente da Casa de Leis disse acreditar que talvez esteja havendo uma má interpretação das leis e prometeu conversar com o Prefeito Atalíbio Pegorini a respeito dos fatos. Uma outra reunião foi marcada pelo presidente para a próxima segunda-feira (08) com toda a representação da SEMOSP, o próprio controlador Ivaldo Fernandes, prefeito e vereadores a fim de discutir, além de assuntos como adicional salarial, ganhos de horas-extras, gratificações, lei de penosidade, melhores remunerações e condições de trabalho; direitos, deveres e obrigações do servidor público municipal.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CÂMARA TEM CASA CHEIA NA 1ª SESSÃO DO 2º SEMESTRE

O Plenário da Câmara Municipal recebeu um grande número de guajaramirenses para acompanhar a primeira sessão ordinária após o recesso de Julho. Segundo o Presidente da Casa de Leis, vereador Célio Targino (PP), esta audiência reflete a relevância dos trabalhos desenvolvidos pelos vereadores.

Nestes dois anos e meio de legislatura, mais de 1000 requerimentos com reivindicações de obras e ações foram propostas pelos vereadores em todos os bairros da cidade e também nos distritos. “O diferencial desta Câmara é o compromisso dela com a sociedade e a incessante busca de atender os desejos do povo. A população tem sentido isso e confiado no trabalho dos vereadores, por isso esta interação e participação nas sessões da Câmara”, disse o Presidente.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

SEM CENSURA

Com o objetivo de dar provas cabais à sociedade de que este jornal não faz regulação de mídia e dá apoiamento incondicional à liberdade de expressão, é que hoje esta epístola deverá sair totalmente sem cortes. É claro que aqui e acolá no meio de algumas palavras mais pesadas vão aparecer uns “jogos-da-velha”, mas todo mundo vai entender.

No momento estou tentando escrever um livro, na verdade um romance baseado em fatos, intrigas, cornagens e outras coisas cabeludas. Também estou buscando alguém com poder de capital que queira investir no livro bancando a impressão. Mas no dia da festa de lançamento quero que ele seja apresentado por uma p#t#. Mas p#t# mesmo, não prostituta de ocasião, dessas que passam a noite nos bares da moda, dão umas ficadas com alguns polícias que são habitués do local e depois vão contar tudinho para suas colegas. Também vou querer um drogado. Mas não um drogado de fim de semana. Vou querer um desses que a sociedade cospe em cima, urina em cima e recebe de volta uma lágrima, um sorriso, a mão direita pedindo uns trocados para mais uma parada ou simplesmente para apertar nossa mão. Também vou querer um v##do. Mas não um v##dinho qualquer. Um v##daço mesmo. Vai ser uma festa regada a Chivas Regal, Lafitte Rotshield, Bacalhau “Gadhus Morrua”, e patê de foie Grass. Se forem rasgados preconceitos, meus comensais não ficarão com cara de pasmos. Depois de tomado todas, como sei que c# de bêbado não tem dono e eu pretendo continuar sendo o proprietário do meu, me sentarei de costas para a parede com uma garrafa na mão a fim de utilizar contra quem se atrever a engrossar o engrosso.

Costumo escrever nas noites em que as loucuras que nos habitam acabam tirando de nós ruídos que não pedimos para escutar, nas noites em que qualquer barulho lá fora de casa, de carro, moto e até bêbados passando e falando sozinhos na rua repercutem em nossos tímpanos como um chute nos c#lhões, nas noites em que sentimos os demônios dançando dentro da gente, nas noites em sentimos a sensação de uma vida próxima que se descola de dentro da gente mas que a gente não consegue compreender que p#rra é essa, nas noite em que sentimos a sensação de que o nosso corpo não nos pertence, embora seja nossa matéria-prima, nas noites em que o lençol sobre o qual buscamos afastar a insônia, embora grudado em nosso corpo parece abrigar entre o pano e a pele aranhas e escorpiões, por fim, nas noites em que sinto solidão. E a solidão é f#da, a solidão devora.

Tudo isto faz parte da angústia cotidiana do escritor, mesmo que este escritor nunca tenha escrito p#rra nenhuma na vida. Se ele absorver tudo que esta energia cósmica relampeja, confiante no seu público, ele passará da inação para a ação imediata. Caso contrário, baterá muita p#nh#t# até que o sono se restaure. E gozará um gozo de m#rda que com certeza depois irá se arrepender. Jamais irá conseguir vencer seus fantasmas.

Espero terminar este livro até dezembro. Enquanto isto, continuo na eterna batalha contra a ignorância de mentecaptos, recalcitrantes, cavernais brucutus e bronco-encefálicos com problemas cérebros-escatológicos. Lembrete: vai ser um livro maldito.

terça-feira, 19 de julho de 2011

COMO É QUE É, PREFEITO?

Para quem escutou a entrevista com o Prefeito Atalíbio Pegorini na Rádio Rondônia FM na manhã da última terça-feira, a impressão que todos tiveram foi que Guajará-Mirim é uma cidade sem problemas, com ofertas de postos de trabalho, bons empregos, índices de desenvolvimento acima do patamar, saúde pública de qualidade, educação em tempo integral e acima de tudo, sob o comando de um prefeito honesto que não mente nem engana o povo.

Esta foi a Guajará-Mirim que o Prefeito Atalíbio apresentou para a população naquele programa de rádio. E mais: sob o absoluto silêncio dos repórteres responsáveis pela entrevista e dos ouvintes que não puderam participar para perguntar o porquê deste desastre gerencial desta administração onde se mistura falta de competência, desculpas esfarrapadas, mentiras sobre projetos e investimentos, abandono da saúde, atos de desvios de conduta e falta de ética. É mais ou menos como se todo esse processo de desmandos e mentiras fosse uma coisa muito normal e aceitável.

Entre tantas mentiras, o Prefeito disse que a suposta privatização do Hospital Regional era invenção de alguns vereadores que procuram a todo custo desestabilizar seu governo. A verdade é que nossa saúde hoje encontra-se em estado de caos e é necessário que toda a sociedade entenda este estado de calamidade pública. Já se passaram dois anos e meio de administração Atalíbio Pegorini e nada, mas nada em absoluto aconteceu até agora. Por este motivo, pela total falta de atitude deste governo é que não podemos cobrar as promessas de campanha levadas ao povo de forma leviana, uma vez que hoje estão todas provadas como logro e enganação.

Por outro lado, temos o direito sim de escancarar os erros e omissões desta administração, e acima de tudo, apontar a total inoperância deste governo em conseguir soluções para os problemas essenciais da cidade, tais como a limpeza urbana. É incrível como a prefeitura não consegue nem limpar as ruas da cidade. O Prefeito, junto com seu “staff” de secretários, a maioria sem domínio da matéria sob as quais são responsáveis, não ouve ninguém, faz ouvidos de mercador, deixando Guajará-Mirim abandonada como se não tivesse prefeito. Aliás, não tem.

É preciso, pelo exposto, um exaustivo exercício de reflexão para a gente entender o que se passa em Guajará-Mirim e procurar alcançar os motivos que levaram todos os serviços municipais a se regredir em níveis inaceitáveis para qualquer cidadão que reside nesta cidade. Não podemos ficar calados diante de tanta corrupção de princípios. O que aconteceu naquela rádio naquele dia foi nada mais que uma enganação e um absoluto desrespeito ao cidadão que votou e acreditou naquele em quem votou e prometeu dois mil empregos diretos. Um prefeito não deveria poder mentir. E se mentisse e esta mentira fosse provada, perderia o cargo. Um prefeito administra o dinheiro do povo e as esperanças deste povo por uma cidade mais justa. Por isso, por ter sido eleito pelo voto popular, não poderia mentir.

E assim caminha Guajará. Miserável, abandonada e obrigada pelas circunstâncias a fazer de uma ambulância um instrumento de poder e sobrevivência política, pois não consegue oferecer empregos e acabam sobrando doentes nas filas dos hospitais.