O vereador Roberto de Sá (PT) encaminhou na última quarta-feira (12) requerimento ao prefeito Atalíbio Pegorine com cópias para o secretário de obras Ronald Fernandes com o objetivo de solicitar o serviço de recuperação e conservação das estradas vicinais que atendem o fornecimento e coleta do leite “in natura” na estrada do Lago das Garças e também no Ramal do Brito, incluindo os trechos que adentram algumas propriedades particulares onde estão alocados os tanques de resfriamento de leite. Segundo o vereador, tais serviços se fazem necessário em razão do cessamento da estação das chuvas que deixou as referidas estradas muito deterioradas, não fornecendo condições de tráfego. “Se as estradas continuarem do jeito que estão, sem recuperação e conservação, poderá acontecer desse modo a não coleta do leite pela única empresa de laticínios que presta este serviço nesta cidade”, argumentou o vereador.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
SÍNDROME DE HAMELIN PREOCUPA VEREADORA
Muitas tem sido as reclamações de moradores das cercanias do Hospital Regional que tem chegado todos os dias ao gabinete da vereadora Gerônima melo. Estas pessoas reclamam da infestação de ratos de todos os tamanhos na área inferior da Maternidade Dr. Cláudio Fialho, que hoje se encontra interditada, gerando habitat propício para aqueles roedores, já que é composto de fossas. Como na Hamelin das fábulas, à noite os roedores invadem as residências espalhando medo e pavor em mulheres e crianças, sendo impossível conter o surto que tende a aumentar dia após dia.
Em vistas desses reclames, a vereadora Gerônima Melo expediu requerimento à secretária de saúde Denise Marques pedindo desta administradora a viabilidade de acionar o serviço de vigilância sanitária ou a NUVEPA para realizar um serviço de desratização naquela construção em caráter de urgência. “É preciso atentar que estes animais que vivem no meio do lodo e dos esgotos, transmitem doenças de todos os tipos, inclusive a peste bubônica, que dependendo do caso, benigna ou pneumônica, podem acarretar na morte de todas as vítimas”, alertou Gerônima.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
DÊ CIRCO AO POVO!
Uma vez passada a ressaca de pão e circo regada às custas de eventos que recebem dinheiro público tipo festas de rodeio da Acrivale, festivais de bumba-meu-boi e feiras multi-setoriais onde os pobres puderam observar ao vivo e a cores a gastança esnobe dos metidos a besta, é chegada a hora de colocar os pés no chão e voltar nossa atenção para a cidade, que salvo essas enganações, continua indo de mal a pior. O que se vê hoje dentro do ambiente político é um acomodamento das entidades em geral, mas sobretudo da administração municipal.
Fizeram-se as mudanças em alguns setores de gerência da administração cujos anúncios efusivos propagandeados através dos programas de rádio deram a entender que tudo aqui vai de vento em popa, às mil maravilhas, não há desemprego, o atendimento no Hospital Regional vai muito bem, temos médicos especializados até para curar dor de corno, remédios não faltam, assim como também acabaram as filas para a morte que nos espera na entrada da rampa do necrotério no final do corredor dos enfermos à direita.
Não se enganem não, tudo isso continua apesar das mudanças. Mas aproveito um gancho na matéria para dar meus parabéns aos médicos deste hospital que na cara e na coragem, estão prestando um grande serviço para a saúde pública de Guajará-Mirim sem nenhuma estrutura de logística. É sabido que o ambiente ali é de um hospital de guerra, a começar pela falta de medicamentos, passando pela total ausência dos responsáveis para dar sequer uma satisfação para a população, até chegar aos pacientes que gemendo de dores, aguardam para serem atendidos, abandonados e humilhados.
Enquanto o povo não tem acesso ao que lhe é de direito, as entidades que deveriam fazer alguma coisa em prol da solução desses problemas, como uma máfia, preferem agir em forma de cartel para desviar o foco das questões essenciais do município e daí resolvem encobrir nossas mazelas com festanças. E dá-lhe Bumba-meu-boi, bailão de fazendeiros, festival de praia e o diabo-a-quatro. E o pior é o nosso povo que se deixa levar por conversas desta gente que parecem ter lábia até para vender areia para deserto, água para o Rio Mamoré e paisagem para cego.
Quem nunca leu que na Roma antiga tinha aqueles gladiadores se matando, davam os cristãos para as feras comerem naquele circo enorme que o nome era coliseu. Que os Césares, inclusive o Nero que era baitola, ficava colocando o polegar para cima e para baixo somente para que o povo tivesse diversão todos os dias e esquecesse a fome e a miséria que passava? Porque esse negócio de não ter escola, saúde, emprego, bem estar social, porcaria nenhuma que a constituição diz que a gente tem direito já vem de lá há muito tempo. Não muda nada neste filme, a não ser os artistas.
A verdade é esta: somos um povo sem nenhuma idéia política, sem nenhuma cultura sólida. Quantas oportunidades se perderam por acomodação de lutar contra o principal mal que assola Guajará-Mirim: os políticos e suas enganações. Enquanto o nosso povo continuar a se contentar com invólucros vazios, vai trocar pela vida inteira ilusões por verdades. Ou vice-versa.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
EXTRA: VALDIR E MARINHA RAUPP NÃO SERÃO CANDIDATOS AO GOVERNO
Em entrevista exclusiva para o jornal O Mamoré na semana passada, o senador Valdir Raupp (PMDB) confidenciou para este impresso que tanto ele como a deputada federal Marinha Raupp, não irão concorrer ao governo do Estado nas eleições gerais de 2.010. O senador e a deputada irão disputar a reeleição para os respectivos cargos públicos em que ora estão assentados.
Em relação à PEC da transposição dos servidores, Valdir Raupp, que junto com a senadora Fátima Cleide, foi co-autor da proposta, disse que todos os deputados de Rondônia estão empenhados numa comissão especial para acelerar esta emenda, já que a mesma parece estar empacada há três anos na Câmara dos deputados, “Mas assim que for votada e voltar para a análise do senado, nós iremos fazer com que esta proposta seja liberada o mais rápido possível”, disse o senador na ocasião.
Quanto à questão da construção da ponte Brasil-Bolívia, o senador Valdir Raupp disse que esta obra já consta do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula e adiantou que esta construção monumental deverá iniciar-se até meados de 2.010, uma vez que o presidente Lula em seus discursos diz ser questão de honra iniciar este trabalho antes de encerrar seu mandato.
Quando indagado sobre quais benefícios Guajará-Mirim teria por ter 95% de sua área sob proteção ambiental, Valdir Raupp foi enfático: “Até agora Guajará-Mirim só teve prejuízo. Não adianta as ONGs fazerem manifesto ou vir para a mesa discutir que a preservação dá resultado, se o que a gente vê é que no momento não está dando. Pode ser que no futuro talvez sim, quando a floresta for tratada como ativo econômico, ou o governo compensar de alguma forma, até com dinheiro, ajuda financeira, estes povos que estão ajudando a preservar a floresta”.
Seguindo à risca o que mandam os manuais de boas maneiras, o senador Valdir Raupp preferiu não se pronunciar sobre as acusações que o presidente do diretório municipal do PMDB, Almir Candury fez à sua pessoa, tanto no jornal O Mamoré como na Rádio Guajará FM.
domingo, 9 de agosto de 2009
PARLAMENTAR OU PRA LAMENTAR?
Quem teve o saco ou privilégio de acompanhar a TV Senado na semana que passou pôde assistir à um festival de baixarias e despautérios que fez com que a gente lembrasse aquela máxima de que a história se repete muitas vezes, e maioria das vezes de forma grotesca e medieval como se pôde observar na volta do recesso do congresso Nacional. O bate-boca subiu todos os decibéis, só faltaram irem às vias de fato.
Tudo começou na segunda-feira quando o senador Pedro Simon, que é tido como uma reserva moral do congresso, subiu à tribuna para pedir o que hoje todo mundo tá pedindo: a cabeça do presidente do senado José Sarney, haja vista as denúncias que pairam sob sua auréola de “homem santo”. Foi mais ou menos o que o nobre senador Pedro Simon pediu com educação e escolhendo bem as palavras. Disse ainda: “O presidente Sarney deveria entender que a renúncia à presidência desta casa seria um ato de alta nobreza em sua carreira”.
Ah, pra quê! Logo em seguida a tropa pró-Sarney saiu à toda para o campo de batalha. E quem teve papel-chave nesta contenda foi uma das figuras que hoje em dia levam muita gente a questionar se o Brasil precisa mesmo de senado. O indigesto Renan Calheiros. Aquele que foi flagrado pela TV Globo envolvido até as tamancas num esquema de corrupção que mesclavam notas fiscais, empreiteiras e relações ilícitas de lobbies comerciais. Aquele que à época conseguiu negociar sua cassação e hoje sobrevive como senador, e que neste momento é o principal escudeiro de José Sarney. Renan pediu aparte para desqualificar Pedro Simon. E assim como ele fizeram outros. Gritaram, espernearam e chamaram para a porrada. Neste coliseu, o ex-presidente e dublê de ladrão e político Fernando Collor foi o mais agressivo e Renan o mais sonso e cínico. Pedro Simon, ora acuado, ora aos insultos, enfrentou sozinho a ira e o ódio do bloco do “oba-oba”.
E a coisa se estendeu por toda a semana. Na quarta-feira foi dado o veredito do conselho de ética: Pizza à la Maranhão. Em suma, a arena montada neste circo de horrores elencada por atores que não passam de um bando de leprosos morais (Collor, Renan, Sarney, Barbalho, Romero Jucá e outros) esteve assentada na disputa e na perpetuação do poder. De um lado o governo é obrigado a manter relações pouco convenientes e a proteger esta canalha política para poder governar e fazer as mudanças que o país precisa, porque senão ficam empacadas. Do outro a canalha, que um dia já foi governo e tinham o mesmo apoio e num patamar de safadeza muito pior, que vive de chantagens para continuar marcando presença.
Resumo da ópera: o bloco do “Mamãe eu quero mamar” cumpriu à risca a estratégia montada na “Paramount” da sacanagem política e voltou do recesso municiado para atacar as trincheiras da oposição que pedia a renúncia do senador José Sarney. O próprio Sarney que depois de indicar para parentes e aliados que iria renunciar, de uma hora para outra parece que deu para trás e reforçou a corrente do trem da alegria ao negar veementemente que vá largar essa mamata: “Isso não existe, isso não existe”, repetiu o manda-chuva do senado e chefe do bloco do “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”.
