domingo, 9 de agosto de 2009

PARLAMENTAR OU PRA LAMENTAR?

Quem teve o saco ou privilégio de acompanhar a TV Senado na semana que passou pôde assistir à um festival de baixarias e despautérios que fez com que a gente lembrasse aquela máxima de que a história se repete muitas vezes, e maioria das vezes de forma grotesca e medieval como se pôde observar na volta do recesso do congresso Nacional. O bate-boca subiu todos os decibéis, só faltaram irem às vias de fato.

Tudo começou na segunda-feira quando o senador Pedro Simon, que é tido como uma reserva moral do congresso, subiu à tribuna para pedir o que hoje todo mundo tá pedindo: a cabeça do presidente do senado José Sarney, haja vista as denúncias que pairam sob sua auréola de “homem santo”. Foi mais ou menos o que o nobre senador Pedro Simon pediu com educação e escolhendo bem as palavras. Disse ainda: “O presidente Sarney deveria entender que a renúncia à presidência desta casa seria um ato de alta nobreza em sua carreira”.

Ah, pra quê! Logo em seguida a tropa pró-Sarney saiu à toda para o campo de batalha. E quem teve papel-chave nesta contenda foi uma das figuras que hoje em dia levam muita gente a questionar se o Brasil precisa mesmo de senado. O indigesto Renan Calheiros. Aquele que foi flagrado pela TV Globo envolvido até as tamancas num esquema de corrupção que mesclavam notas fiscais, empreiteiras e relações ilícitas de lobbies comerciais. Aquele que à época conseguiu negociar sua cassação e hoje sobrevive como senador, e que neste momento é o principal escudeiro de José Sarney. Renan pediu aparte para desqualificar Pedro Simon. E assim como ele fizeram outros. Gritaram, espernearam e chamaram para a porrada. Neste coliseu, o ex-presidente e dublê de ladrão e político Fernando Collor foi o mais agressivo e Renan o mais sonso e cínico. Pedro Simon, ora acuado, ora aos insultos, enfrentou sozinho a ira e o ódio do bloco do “oba-oba”.

E a coisa se estendeu por toda a semana. Na quarta-feira foi dado o veredito do conselho de ética: Pizza à la Maranhão. Em suma, a arena montada neste circo de horrores elencada por atores que não passam de um bando de leprosos morais (Collor, Renan, Sarney, Barbalho, Romero Jucá e outros) esteve assentada na disputa e na perpetuação do poder. De um lado o governo é obrigado a manter relações pouco convenientes e a proteger esta canalha política para poder governar e fazer as mudanças que o país precisa, porque senão ficam empacadas. Do outro a canalha, que um dia já foi governo e tinham o mesmo apoio e num patamar de safadeza muito pior, que vive de chantagens para continuar marcando presença.

Resumo da ópera: o bloco do “Mamãe eu quero mamar” cumpriu à risca a estratégia montada na “Paramount” da sacanagem política e voltou do recesso municiado para atacar as trincheiras da oposição que pedia a renúncia do senador José Sarney. O próprio Sarney que depois de indicar para parentes e aliados que iria renunciar, de uma hora para outra parece que deu para trás e reforçou a corrente do trem da alegria ao negar veementemente que vá largar essa mamata: “Isso não existe, isso não existe”, repetiu o manda-chuva do senado e chefe do bloco do “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”.

4 comentários:

Bobo da Corte disse...

E a vontde de vomitar vem mais forte para aqueles que foram vítimas do golpe eleitoral dadopor Lula e pelo PT. Quem, como eu, votou nessa corja na primeira eleição (na segunda, em caso de reincidência, eu já faria jus ao diplona de otário)sentiu-se traído e hoje vê, desolado, a união do safado do Lula com o qu há de pior na política brasileira, pessoas que ele mesmo satanizou em outras épocas. Praticando clientelismo e estimulando a vagabundagem do povo, esse pulha e seus aliaos continuam a destruir o que resta de moralidade em nosso país.

El Diablo disse...

Faltou lembrar o "detalhe" q essa soberba toda dos bandidos de gravata se deve ao apoio irrestrito do PILANTRA-MOR q hora se encontra aboletado no Palácio do Planalto. Um dos pilantras fez questão de lembrar, e com razão, q eles , os pilantras, são ampla maioria naquela casa. Mas sabemos q seu grande trunfo não é a maioria mas sim um da corja ocupar tanto a presidência do senado como a do país.

Mister "M" disse...

Volto a lembrar que o pior que há na política brasileira é o eleitor. O Povo brasileiro se identifica massivamente com bandidos, pilantras e espertinhos e seu maior sonho de consumo é estar no lugar deles para fazer do mesmo jeito. A súcia que existe na Câmara, no Senado, na Assembléia e na Camara de Vereadores (pra ficar somente no poder Legislativo)é o reflexo desse povo indolente e alienado. Nós merecemos essa malta!

Carcará disse...

Parece filme de terror. Os mesmos personagens que assustam as pessoas sérias: os demônios Sarney,Renan e Collor e seus capetas-suplentes: Paulo Duque e Wellington Salgado. Dá até medo!