segunda-feira, 27 de junho de 2011

UM DIA NA FAZENDA

Á convite do amigo Leo Nogueira, no último domingo passei o dia na fazenda do não menos grande amigo Toninho Nogueira, progenitor de meu já citado particular amigo, empresário do ramo de material básico para construção. Aliás, foi o próprio Toninho Nogueira quem passou em minha humilde tenda, a qual é quase vizinha à sua grandiosa residência, às nove horas da manhã para juntos seguirmos viagem até o destino de nosso passeio.

O que podemos falar de Toninho Nogueira? Para resumir, apenas que é um cidadão que conquistou tudo o que tem na vida por méritos e esforços próprios e às custas de muito trabalho, suor e lágrimas também. Ao contrário de muitos daqueles que se auto-intitulam “fazendeiros” e se vestem à caráter com calças Faroeste, botas, cinturão e chapéus de cowboy, Toninho Nogueira não possui como alguns, passagem pela polícia e muito menos dívidas com o FNO do Basa. Se veste como pessoa simples, como simples ele continua sendo até os dias de hoje. Talvez Toninho Nogueira nem tenha participado de nenhuma cavalgada que algumas associações promovem, mas tenham certeza, é muito mais honrado do que muitos os que delas participam.

Chegamos à estância por volta das dez horas, isto depois de atravessar o interminável abre-e-fecha de porteiras regado ao inconfundível cheiro de floresta, campos verdes e de bosta de vacas nelore. Também transpomos um grande açude e mais quatro tanques pesqueiros com tambaqui e pirarucu que fazem parte do projeto de manejo deste guerreiro criador.

Contando hoje com mais de 2.500 cabeças de gado, Toninho Nogueira é sabedor que a indústria de carne bovina é um dos setores que mais cresceram nos últimos anos e portanto está sempre buscando novos mercados para a sua produção. Hoje sua fazenda fornece gado para grandes frigoríficos de Porto Velho e de Ariquemes, o que lhe confere Status de produtor de gado para abate tipo exportação. Mas a “menina dos olhos” deste mega-empresário é a piscicultura. Seguindo a proposta básica do manejo, Toninho já fez crescer o estoque de pirarucu e tambaquis na vastidão de águas existentes em seu açude e nos tanques pesqueiros. “Fabão, a tecnologia é que é a palavra-chave para o desenvolvimento dos pescados e para a geração de riqueza de maneira responsável e sustentável”, segredou-me no caminho.

Por volta do meio dia, estávamos já na casa de veraneio na companhia do Léo Nogueira, que esteve por lá com um engenheiro da Delta Construções, empresa que está trabalhando na reforma da BR 425. Enquanto os homens de negócios falavam de “agrobusines”, futebol e até sobre política, eleições municipais e especulações acerca dos futuros prefeituráveis, muito bem acompanhado de meu amigo “Jhonny que caminha” faixa preta 15 anos, eu estava dando uma ajuda para Dona Jenny, esposa de um dos caseiros, na churrasqueira onde douravam um tambaqui de 8 quilos, metade de um cabrito, costela de porco, uma picanha e algumas toscanas.

No descair da tarde voltamos, mas não sem antes dar um mergulho nas águas geladas da piscina natural da estância. Às seis da tarde, sob a trilha sonora do mugido das vacas deixamos para trás este final de semana inesquecível.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

CTM DEFENDE HONRADEZ E PROBIDADE DA CÂMARA

Em entrevista ao Programa “Rondônia Repórter” da Rádio Rondônia FM na manhã da última quarta-feira (15), o Presidente da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, Célio Targino (PP), submeteu-se à uma avalanche de perguntas dos apresentadores. Foram 50 minutos de interpelações – algumas incisivas – em que o vereador, sempre seguro e mostrando preparo acerca dos assuntos em pauta, conseguiu sobressair de maneira inteligente, honesta e com inteireza dos fatos.

No início desta sabatina, Célio Targino foi indagado sobre a divulgação de matéria divulgada em um site de Porto Velho que deturpou a notícia e apontou que a Câmara teria que devolver dinheiro cujos repasses foram indevidos. O Presidente disse acreditar que esta notícia deva ter sido plantada por gente da cúpula alta da Prefeitura Municipal que comumente se utiliza destes expedientes para denegrir a imagem da Casa de Leis. Aproveitou para colocar a população a par de que os subsídios a maior que constavam dos salários dos vereadores foi taxado em decisão da gestão passada desta instituição, que à época tinha como administrador o ex-vereador Vanderlei Oliveira. Disse que o que aconteceu foi que a assessoria contábil daquela época, através de informes inexatos cometeu um erro de cálculo na hora de reajustar os números, mas que após adequação de praxe imposta pelo Tribunal de Contas, a coisa hoje se encontra em seus devidos parâmetros.

Sobre a CPI da Câmara que investiga supostos esquemas e fraudes na Prefeitura e que foi suspensa por ordem judicial, CTM disse não entender o “porquê de tanto o Prefeito Atalíbio pegorini teme ser investigado. Qualquer pessoa de bem jamais criaria obstáculos se estivesse sendo objeto de investigação”. Por outro lado, o Presidente elogiou a atitude da Justiça em querer apurar a verdade das coisas exatas.

Em relação à Imprensa, Célio Targino declarou que acha de extrema importância o trabalho da mídia guajaramirense em relatar, divulgar e debater as atitudes dos políticos da cidade. Reiterou que este trabalho social é salutar para a estabilidade da democracia e que tem respeito por todos os órgãos da Imprensa de Guajará-Mirim. Disse ainda que as opiniões contrárias e a batalha em campos políticos opostos jamais deveriam ser obstáculos para uma relação de amizade e respeito entre Imprensa e políticos.

Ao término desta conversa, o Presidente fez uma explanação acerca da atual Câmara de vereadores. Explicou que ao contrario de antigas legislaturas, hoje há uma maior abertura na Casa de Leis. “A sala da Presidência, por exemplo, é uma casa de portas abertas para toda a população que nos procura. Temos hoje uma assessoria muito bem treinada e que nos auxilia naquilo que reivindicam os apelos da população. Outra coisa: “panela” na Câmara, nem pensar. Todo vereador tem acesso à Sala presidencial e está a par de tudo o que ali se discute; e isto quer queira quer não, é uma conquista. Hoje a nossa Casa está com todas as suas contas regulares e os serviços previstos estão sendo realizados de forma efetiva. Toda a Câmara hoje também conjuga esforços no trabalho de capacitação do servidor público com práticas de relações humanas, dando assim uma maior relevância para as perspectivas futuras do Legislativo Municipal.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

LACUNAS DA LEI

A redação forense que suspendeu os trabalhos da CPI que investiga supostos esquemas e fraudes na administração municipal acabou criando embaraços e atropelos entre os três poderes que hoje se engalfinham em constante batalha. Neste samba do crioulo doido a Prefeitura encontra-se sob investigação da Câmara, cuja ação processual obteve embargo judicial. Caberia aqui à Imprensa a obrigação de investigar os três poderes. O povo só deseja uma coisa: que justiça seja feita.

Montesquieu dizia que não há nada mais prejudicial para a sociedade do que a burrice cheia de boas intenções com poderes de justiça. A grande vergonha da nossa sociedade está nos atalhos judiciais, nas brechas da Lei. Ladrões “barrelas” são presos e passam uma porrada de tempo em cana, pessoas pobres são presas por roubar uma lata de sardinha no supermercado para saciar a fome enquanto muitos pilantras a bordo de mandatos estão por aí livres e soltos. Como num teatro do absurdo, nada mais faz sentido. É a banalização do crime em todas as suas nuances, a ética no fundo do poço. A corrupção nas entranhas do poder faz tudo parecer normal, nada demais.

A verdade é que o povo é quem de fato deveria fazer justiça. E se não for possível a este povo governar por si próprio, que o faça através de sua representação na Câmara. Aqui em Guajará-Mirim, quando se fala em votação para prefeito, sempre acontece de o povo cair na desgraça quando aqueles em quem votaram, querendo esconder a própria corrupção, procuram corrompê-lo. E para que o povo não perceba sua ambição e mesquinhez, começam a falar da grandeza do povo. A corrupção de todo governo – voltando à Montesquieu- começa pela corrupção dos princípios.

Vale ressaltar que a CPI da Câmara ainda está sub-judice, ou seja, ainda não foi objeto de decisão; muito embora o Prefeito Atalíbio Pegorini tenha obtido o beneplácito da força judicial que se interpôs às justas respostas que o processo da CPI buscava, causando efeitos lesivos em toda a sociedade. Outra coisa: a medida cautelar posta em prática pelo Fórum Nelson Hungria objetiva apenas prevenir ou pleitear a eficácia futura do Processo da CPI ante a produção de provas e conservar o estado de coisas e pessoas antes da coisa julgada. O problema é que enquanto isto não acontece, a esculhambação na administração municipal se regulariza, se desenvolve e se transforma em ordem pública.

Mas ainda bem que o que o move este planeta não são as respostas e sim as perguntas, e é a partir das perguntas que a gente começa a peneirar as nossas necessidades do dia-a-dia. Todos sabemos que esta medida judicial teve o objetivo de resguardar direitos antes da discussão “in loco” da pendenga. A lógica forense quer apenas aplicar as leis de forma correta e, através da conexão de métodos e critérios, procurar a verdade, a certeza exata das coisas, ou a certeza das coisas exatas.

Por fim, mas não por último, lembremos o que Leibniz advertia: As leis da lógica forense deveriam obedecer em primeira instância ao bom senso e a razão crítica postas em ordem e por escrito.

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“Um juiz é condenado quando um criminoso é absolvido” (Publílio Ciro).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PRESIDENTE DA CÂMARA DEVE DISPUTAR PREFEITURA

Jovem, da nova safra política, e no exercício de seu terceiro mandato consecutivo no Palácio Presidente Tancredo Neves, o vereador Célio Targino, presidente da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, é virtual candidato a prefeito do município.

Filho de Guajará-Mirim, cirurgião-dentista, membro da tradicional família Melo e do quadro de servidores públicos do Município, o vereador admite nas conversas informais e entre amigos, que está pronto para disputar o Palácio Pérola do Mamoré na eleição de 2.012.

A verdade é que o povo está cansado de fazer comparações entre aquilo que dizem alguns políticos em campanha e aquilo que fazem como políticos após a posse. Votar é escolher, calcular e raciocinar. E mais: é uma decisão que implica um exercício de imaginação política. Após 10 anos na Câmara, o que lhe propiciou enorme know-how acerca dos problemas de Guajará-Mirim e também cansado de discursos vazios, CTM se prepara para a difícil missão de governar a Cidade Pérola.

“É preciso retomar o crescimento de Guajará-Mirim e é de extrema importância que se saiba como fazer isso, ou seja, criar as condições. Hoje o eleitor não quer mais saber de conflitos de idéias e projetos. O povo quer melhoras para a cidade, e por conseqüência, para suas vidas. A minha história pessoal, a competência e capacidade para redesenhar o futuro, acredito que me credenciam a disputar o cargo de prefeito de Guajará-Mirim”, afirmou o presidente da Câmara.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

NA CONTRAMÃO DO PROGRESSO

Há mais de vinte anos a situação política do município – todos sabemos - é caótica. Mas nada se compara com o que acontece hoje. A situação política está fora dos parâmetros nunca antes vistos. Esta situação faz com que sintamos vergonha de vivermos em uma sociedade onde os valores éticos e morais já não mais existem. E mais: faz com que sintamos até um pouquinho de ódio de nós mesmos por sermos representados por algumas espécies de “Homo Sapiens” que hoje são os artífices e mentores da politicagem guajaramirense.

Refém do atraso sócio-econômico desde 1.990, Guajará-Mirim também vem sofrendo com políticos que se aproveitam da ignorância política do povão para fazer discursos cheios de demagogia e promessas que nem eles mesmos acreditam. E como tem gente que acredita em demagogias! Passaram-se os anos, trocaram-se prefeitos, mas só uma coisa permanece imutável. Nada muda, nada melhora! Quando falo em mudanças, me refiro a progresso e desenvolvimento. Me refiro à criação de empregos, de melhores escolas, melhor saúde pública e melhor qualidade de vida.

Hoje a cidade está às voltas com os conflitos entre Executivo e Legislativo com desgastes para ambos os lados e prejuízo para a sociedade. O atual prefeito Atalíbio Pegorini tem aberto contra si uma CPI para que responsabilidades sejam apuradas. Especula-se nos bastidores que conforme sejam os caminhos a serem seguidos pela Comissão de investigação, o prefeito poderá renunciar ao cargo ante a evidência do pedido de “impeachment” que se formula nesta CPI.

Os vereadores que fazem parte da Comissão fazem somente o seu trabalho, que é o de fiscalizar os atos do Executivo e denunciar eventuais atos falhos, Toma-la-da-cá, nepotismo, apadrinhamento no serviço público, conchavos, cartas marcadas e favores oficiais. Aliás, a troca de favores na atual administração faz parecer que a Prefeitura se transformou num balcão de negócios pessoais. Não executam políticas públicas voltadas para o progresso e desenvolvimento. A política, para o atual prefeito, nada mais significa do que pedir dinheiro para o governador do Estado.

Vale ressaltar que progresso e desenvolvimento não se caracteriza pela reforma de um hospital e muito menos pelos falsos anúncios da chegada de novos empreendimentos. Progresso se faz com a prancheta de orçamento com planilhas que deverão ser voltadas para o bem estar da população com todos os recursos aplicados em tempo integral na educação, na saúde e em saneamento básico. Progresso também se faz através da pressão política com prefeito e vereadores agindo em prol da cidade e buscando implantar políticas que induzam grandes empresas, fábricas e usinas a virem se instalar aqui, investir em Guajará-Mirim e não pedindo “verbinhas” ou emendas junto a governador ou deputados de Porto Velho ou de Brasília.

Riquezas naturais em Guajará é o que não falta. Incentivos fiscais também não. O problema é que nossas riquezas só servem para tornar os povos da BR mais ricos ainda. Seus caminhões destroem nossas avenidas e nos deixam comendo “ipsis literis” poeira e cada vez mais na pobreza.

O que guajará-Mirim precisa é de grandes projetos que se traduzam em Efetivo.