terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CÂMARA 2.010: RESUMO DA ÓPERA

Com a votação do Orçamento Municipal do ano que vem, encerrou-se na última terça-feira (14) o ano legislativo de 2.010. Não há dúvidas que muita coisa realizou-se e muitas outras ficaram por se realizar. Mas no balanço geral o saldo foi altamente positivo. A começar pelo tão esperado concurso público que após anos no “banho-maria”, enfim sob a égide do Presidente Célio Targino pôde tornar-se algo concreto, passando pela votação da Lei que regula o serviço de Moto-táxi, até a doação de uma área da Câmara para a construção do prédio da Caixa Econômica; tudo ocorreu dentro dos parâmetros que disciplinam aquela Casa de Leis.

A CPI formada pela Câmara para apurar supostos esquemas e vícios em algumas secretarias da Prefeitura acabou mexendo com a atmosfera política em 2.010. Nos 120 dias de investigação, mais de 20 processos passaram pela análise minuciosa da Comissão. Destes processos, a maioria referentes à suprimento de fundos, compras e licitações com suspeitas de cartas marcadas, ainda estão pendentes de explicações e justificativas. Vários envolvidos já prestaram depoimento, mas pelo andar da carruagem ficará para o próximo ano o desfecho deste qüiproquó.

Mas o fato mais marcante que ocorreu foi quando o Presidente do Legislativo Célio Targino precisou assinar termo de responsabilidade referente ao concurso da Câmara com o Ministério Público, tendo como cláusula pétrea a obrigação de integrar os aprovados no certame até meados de Janeiro que vem. Ao mesmo tempo, quase que em sincronia, Célio Targino precisou fazer um reajuste técnico nas contas da Casa.

Vale aqui ressaltar a tomada de decisão do Presidente da Câmara em não recorrer à truques contábeis a fim de maquiar números e percentuais, pondo abaixo uma reputação duramente construída nestes três mandatos. Para pôr ordem na Casa, preferiu “enxugar” a Folha e à duras penas foi obrigado a sacrificar a grande maioria dos cargos de comissão. Ponto positivo. Desta maneira não caiu no descrédito do povão e da opinião pública. O fato é que pesado os prós e contras deste cálculo político, mais uma vez CTM saiu ganhando. A Câmara permanece hoje com a mesma condução política de compromisso com os reais interesses da sociedade guajaramirense e não somente com os de 20 ou 30 agraciados com cargos públicos. A verdade seja dita: CTM fez uma faxina na Casa. E sem escamotear dados. Afinal, não havia mesmo como tapar o sol com a peneira.

Dos três Poderes vigentes, não se sabe se por vocação de transparência que lhe é imposta ou pela impossibilidade de se recolher às sombras, o Legislativo é o mais cobrado por todos os segmentos da sociedade. O Executivo aqui e acolá costuma abrigar zonas proibidas ou salas secretas e o Judiciário parece ter a dispensa por parte de algum decreto divino de se submeter aos olhares curiosos e críticos do povão. Não deveria ser assim. Todos os Três poderes têm o dever ético de prestar contas de seus atos à população.

O único compromisso da Câmara Municipal de Guajará-Mirim é com a verdade. E é embasado neste princípio que ela vai sempre denunciar, relatar e reclamar com orgulho e muita vontade todo e qualquer ato ilícito ligado a Coisa Pública.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

INVERSÃO DE VALORES

Aqui e acolá tenho ouvido blábláblás de algumas senhoras que hoje só querem saber de futilidades via Internet, conversar sobre como melhorar a bunda na academia a fim de parecer mais gostosa para o par sexual ou ainda discutir as fofocas que viram na Caras. A capacidade de raciocinar, de se distanciar de maneira crítica e de pensar destas mulheres foi para as cucuias. A Revista Caras, a Ana Maria Braga e outras coisas inúteis tomaram de conta de seus seres. Esta avalanche de porcarias é que destrói a arte em toda a sua essência. Me refiro, claro, à arte que humaniza e enriquece o espírito.

No Planeta dos Homens a coisa também não é diferente: tudo o que a Televisão manda fazer, os imbecis obedecem. Só falam em comprar automóvel com freios ABS, câmbio automático, injeção eletrônica, computadores de bordo, GPS, faróis de Mercúrio ou de Néon, pneus radiais tala-largas, frigobar, Porta-chifres, o c#ralho a quatro. Depois de falarem mal de todos os políticos, eles embarcam e vão embora nos seus Vectras, Hondas Civics ou CRVs que pagam a prestação mas que lhes enchem de orgulho. Sim, para este tipo de gente, um Vectra, Honda Civic ou outro qualquer é muito mais importante do que eu ou você. Para eles, um bom carro do ano mesmo pago a prestações é o primeiro passo para a Estrada do Sucesso, não é mesmo? Aí eles passam no Posto Esso, colocam gasolina aditivada e vão pegar as suas mulheres (algumas os corneiam sem dó nem piedade) para juntos seguirem felizes para a Festa do Hawai.

É claro que este exemplos de “modus vivendi” só encontram agasalho em gente de mente tacanha. Gente que quando metem a mão no bolso para dividir uma conta, o fazem com desconfiança, como se todos à mesa estivessem querendo roubá-lo. São uns pobres de espírito, não importam o quanto tenham. O pior é que alguns aí se dizem até doutores, enquanto outros por vezes até abusam no atropelo das leis.

Ora meus culhões! Não existe ninguém melhor que ninguém, assim como também não existem doutores. Os doutores morreram! Hoje quem está na cadeia doutora-se em disciplina e sabe bem mais de justiça que aqueles que de forma oficiosa as executam ou se dizem mestrados em qualquer coisa. Quem está na cadeia sabe muito mais sobre a importância da liberdade de ir e vir do que aqueles que gastaram anos numa universidade.

A grande verdade é que alguns desses escrotos dizem não acreditar em Deus, mas ao mesmo tempo precisam de deuses para continuar vivendo, sejam eles MSNs, novelas, Flamengos, Corinthians, qualquer coisa que lhes dê sentido às suas medíocres ignorâncias. Porém, está na hora de colocar a mão na cabeça e compreender que jogadores de futebol não são deuses, atores de novela não são deuses, cantores sertanejos ou de Rock não são deuses, nem automóveis nem computadores são deuses e muito menos os diplomas são deuses.

O que a gente precisa hoje são de pessoas que não se prendam a ídolos e portanto nada tem a perder; de pessoas ricas de espírito porque toda riqueza de que precisam está no cérebro e no coração; pessoas que não são escravas nem da propaganda nem da televisão e muito menos dos próprios desejos. A cada passo que a gente der no caminho da cidadania através da cultura, muito mais seremos nós mesmos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

UM GOVERNO DE BOM TAMANHO

Como cidadão consciente de seus deveres e obrigações e com um mínimo de vergonha nos cornos, é que estou torcendo para que o Governador eleito Confúcio Moura faça de seu governo uma administração que, diferente do governo medieval que ora se afasta, e que através de uma atmosfera de ameaças ao servidor, enganações de palanque e guerrilhas politiqueiras, manteve com mão de ferro o Estado de Rondônia em permanente estado de tirania por oito anos, agora tenhamos um governo aberto ao diálogo, coordenação e cooperação entre Estado e municípios.

Hoje, passada as eleições, é normal que as conveniências de protocolo estejam em evidência. A confusão formada pelos interesses tem gerado um clima tenso e carregado de críticas e objeções tanto de quem faz parte da conjuntura como de quem está nos bastidores. É muita gente querendo. É muito cacique pra pouco índio. Não se ouve mais falar em projetos e propostas, na alta de qualidade de vida do cidadão, na estabilidade social da nossa região, na necessidade da prática do desenvolvimento sustentado, na necessidade de expansão comercial, nas características sócio-culturais ou mesmo na valorização do homem e seu modo de vida.

Quem escolhe a vida pública como profissão de fé tem que se antenar que vida pública significa antes de tudo trabalhar com a coisa pública. E a coisa pública representa os bens materiais, éticos, culturais e sociais que pertencem a todos os cidadãos, os quais vez por outra são chamados, para através das eleições, escolher aqueles que deveriam tomar de conta e cuidar bem dela. Então por melhores que sejam as vigas que sustentem qualquer caráter, os meios de atuação e os bons modos políticos é que irão amplificar as bandeiras ditas honestas. Há de se lembrar que um governo para alcançar suas promessas tem que estar servido de pessoas capazes e não de gente simpática. Ficará a critério de Confúcio Moura a atitude de compartir ou não o Poder com gente honesta ou com notáveis fichas-sujas.

Em relação a Guajará-Mirim, sabe Confúcio que nossa cidade apresenta um enorme potencial econômico sob forma de recursos naturais aliados ao turismo ecológico e à Área de Livre Comércio, e que o momento é oportuno para implementar políticas para o desenvolvimento destes segmentos. Como fazer isto? Dando incentivos para empresas de fora que queiram se instalar aqui, estímulos à navegação através da construção de portos modernos, dando ênfase à integração com o País vizinho e pondo a agricultura como um grande desafio, podendo implantar um setor agroindustrial para a manufatura dos produtos da nossa região.

Outra questão de extrema importância para “nosotros” diz respeito ao sistema de Saúde. A implantação de mais um hospital em um bairro suburbano e a conclusão da reforma da maternidade do Hospital Regional são prioridades. Mas de nada adianta construir ou reformar hospitais se não houver equipagem com UTI, remédios, farmácias e serviço médico de todas as áreas. Isto também faz parte do pacote de sugestões.

Quanto ao restante do Estado, pouco me importa o que Confúcio Fizer. Se este Governo escolher ser honesto, já estará de bom tamanho.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SOBRE AS ELEIÇÕES

Não queria revolver o assunto, mas uma vez passada a refrega das eleições gerais, gostaria de aproveitar o espaço da Coluna para pôr os “pingos nos iis” em relação à alguns fatos que se desenrolaram no decorrer do certame e que poderão a posteriori servir como referência para alguns neófitos em política tomarem tenência de uma vez por todas de como funciona a ciência da política.

Ao término do primeiro turno destas eleições, participei como ouvinte de uma reunião de cúpula com alguns “experts” no assunto. A pauta consistia em encontrar o rumo do caminho após a derrota do candidato à governador desta cúpula, Expedito Júnior. Atento a tudo e a todos, em certo momento não consegui mais fazer ouvidos de mouco quando a chatice da conversa reinante descambou para o absurdo. E absurdo este, levado a cabo por duas excelências que só poderiam achar que ali naquele clube político só constavam como partícipes imbecis e outros congêneres. Em resumo: estes “experts” tentavam convencer na marra a todos que “Joseph” Serra seria mais palatável que “Dilmanta” Roussef como Presidente.

À disposição dos últimos números da Folha de São Paulo, resolvi mostrar as últimas pesquisas do Ibope, do Instituto Census, do Vox Populi e até do próprio Data Folha, que apontavam a vitória de Dilma, fácil fácil. Ah, pra quê! Como num de repente estes dois “experts” em política saíram de suas cadeiras e, fuzil nos olhos, me botaram contra a parede, como se aquela notícia fosse atentar contra a harmonia geral do Universo. “Gente, eu só estou passando o que está escrito aqui na Folha. Se vocês quiserem conferir...”, expliquei acabrunhado entre a surpresa e a apreensão.

Meus amigos, tenho 28 anos de vivência política. Posso acrescentar a este retrospecto o fato de nunca ter obtido através da política algum tipo de favor oficial de governos que se passaram nesta época. Mas em política, já vi muita gente se enlamear no lodo de interesses que não compactuam com os meus. Gostaria aqui de explicitar que não votei nem em Serra e muito menos em Dilma. Votei em Plínio de Arruda no 1° turno e anulei meu voto para Presidente no 2° turno.

Mas seria oportuno que se frisasse que a visão política de Brasil de José Serra não passa da Avenida Paulista em São Paulo. Acho até que José Serra deveria procurar um emprego mais digno de sua vocação: O cinema, por exemplo. O papel de chefe da Família Adams lhe cairia muito bem. Quanto à Dilma Rouseff, o que ela fez foi trabalhar toda sua campanha na rabeira dos avanços sociais do Governo Lula, que por sinal tem uma visão mais abrangente de Brasil que José Serra. Lula conhece de fato este País. Andando de ônibus rodou o Brasil de cabo a rabo na chamada Caravana da cidadania, conversou com pessoas de todas as camadas sociais, conheceu a fundo os problemas, as mazelas e as necessidades do Povo e prometeu que a vida iria melhorar.

Nestas eleições o povo votou nos números do Governo. Em nenhum lugar do Planeta o uso de cartões de crédito tiveram alavancagem tão grande como no Brasil. Também nunca na vida nacional a sensação de bem-estar esteve tão presente no cotidiano das pessoas. Hoje o povo come e compra mais com muito menos. E foi somente isto que fez o diferencial nestas eleições.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

GUAJARÁ-MIRIM DEVERÁ RECEBER SEDE DA CAIXA ECONÔMICA

A Câmara Municipal de Guajará-Mirim fez aprovar por unanimidade na noite da última terça-feira (26), o Projeto de lei que autoriza a concessão de um terreno de posse desta Casa Legislativa para a Caixa Econômica Federal. A área em questão possui 25 metros de frente por 40 de fundos e está localizada na esquina da Avenida Mendonça Lima com Cândido Rondon, fundos com o terreno em se localiza a Câmara de Vereadores.

Segundo o Presidente da Câmara, Célio Targino, a doação deste terreno visa contemplar toda a população que necessita dos serviços e do atendimento desta Agência em Guajará-Mirim. “A urgente agilização da estrutura da Caixa em nossa cidade irá beneficiar à todos, uma vez que a Caixa além de fomentar economias sociais, também trabalha com prestação de serviços, tais como os programas sociais do Governo Federal e também financiamentos para construção e reforma de casas e linhas de crédito para aquisição de veículos, ampliação de pequenas e grandes empresas e empréstimos pessoais. Isto tudo, além da facilidade de acesso, porque antes as pessoas tinham que se deslocar até Porto Velho, e a partir da implantação desta estrutura, elas terão a comodidade de contar com estes serviços aqui mesmo em Guajará-Mirim”, disse o Presidente.

Do Projeto de origem consta como cláusula pétrea, que esta doação será a título precário e condicionado, podendo retornar a terra cedida ao município, caso a Caixa Econômica não inicie a construção no prazo de 12 meses, ou após a construção, venha encerrar suas atividades afins, sem prejuízo de indenização por parte do município pelas benfeitorias realizadas no terreno.