segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SOBRE AS ELEIÇÕES

Não queria revolver o assunto, mas uma vez passada a refrega das eleições gerais, gostaria de aproveitar o espaço da Coluna para pôr os “pingos nos iis” em relação à alguns fatos que se desenrolaram no decorrer do certame e que poderão a posteriori servir como referência para alguns neófitos em política tomarem tenência de uma vez por todas de como funciona a ciência da política.

Ao término do primeiro turno destas eleições, participei como ouvinte de uma reunião de cúpula com alguns “experts” no assunto. A pauta consistia em encontrar o rumo do caminho após a derrota do candidato à governador desta cúpula, Expedito Júnior. Atento a tudo e a todos, em certo momento não consegui mais fazer ouvidos de mouco quando a chatice da conversa reinante descambou para o absurdo. E absurdo este, levado a cabo por duas excelências que só poderiam achar que ali naquele clube político só constavam como partícipes imbecis e outros congêneres. Em resumo: estes “experts” tentavam convencer na marra a todos que “Joseph” Serra seria mais palatável que “Dilmanta” Roussef como Presidente.

À disposição dos últimos números da Folha de São Paulo, resolvi mostrar as últimas pesquisas do Ibope, do Instituto Census, do Vox Populi e até do próprio Data Folha, que apontavam a vitória de Dilma, fácil fácil. Ah, pra quê! Como num de repente estes dois “experts” em política saíram de suas cadeiras e, fuzil nos olhos, me botaram contra a parede, como se aquela notícia fosse atentar contra a harmonia geral do Universo. “Gente, eu só estou passando o que está escrito aqui na Folha. Se vocês quiserem conferir...”, expliquei acabrunhado entre a surpresa e a apreensão.

Meus amigos, tenho 28 anos de vivência política. Posso acrescentar a este retrospecto o fato de nunca ter obtido através da política algum tipo de favor oficial de governos que se passaram nesta época. Mas em política, já vi muita gente se enlamear no lodo de interesses que não compactuam com os meus. Gostaria aqui de explicitar que não votei nem em Serra e muito menos em Dilma. Votei em Plínio de Arruda no 1° turno e anulei meu voto para Presidente no 2° turno.

Mas seria oportuno que se frisasse que a visão política de Brasil de José Serra não passa da Avenida Paulista em São Paulo. Acho até que José Serra deveria procurar um emprego mais digno de sua vocação: O cinema, por exemplo. O papel de chefe da Família Adams lhe cairia muito bem. Quanto à Dilma Rouseff, o que ela fez foi trabalhar toda sua campanha na rabeira dos avanços sociais do Governo Lula, que por sinal tem uma visão mais abrangente de Brasil que José Serra. Lula conhece de fato este País. Andando de ônibus rodou o Brasil de cabo a rabo na chamada Caravana da cidadania, conversou com pessoas de todas as camadas sociais, conheceu a fundo os problemas, as mazelas e as necessidades do Povo e prometeu que a vida iria melhorar.

Nestas eleições o povo votou nos números do Governo. Em nenhum lugar do Planeta o uso de cartões de crédito tiveram alavancagem tão grande como no Brasil. Também nunca na vida nacional a sensação de bem-estar esteve tão presente no cotidiano das pessoas. Hoje o povo come e compra mais com muito menos. E foi somente isto que fez o diferencial nestas eleições.

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