terça-feira, 21 de julho de 2009

RETRATO EM PRETO E BRANCO

Não existe um só dia em que pessoas de nossa cidade reclamam, sejam através dos programas de rádio, sejam nas conversas de boteco ou tabernas, sejam nas ruas, praças ou repartições, da falta de atendimento, da falta de remédios e do caos geral em que se transformou o setor de saúde de Guajará-Mirim. As deficiências são muitas, inclusive de ordem gerencial, haja vista que já se passaram seis meses de administração, tempo este em que se tolerou o novo comando da cidade até para efeitos de argumentação de que todos os problemas pelo qual passa a secretaria de saúde adviram da gestão anterior.

A argumentação em si, agora que estão pedindo mais 90 dias para que se repare o problema, soa um tanto ridícula quando todos nós sabemos que o que está em xeque é a saúde pública e também porque a irresponsabilidade do executivo com esta área essencial já se tornou caso de polícia, conforme registros de ocorrências na delegacia perpetrados por médicos e pacientes do Hospital Regional. Uma coisa há de ser dita: a saúde pública não faz concessões para administradores “mortos-nas-calças”, medricas, molancas, caguinchas ou cagarolas (tá tudo nos dicionários, podem pesquisar).

Acontece que o nosso chefe maior do executivo ainda não assumiu a coragem suficiente de reconhecer ante o povo que o elegeu, a sua real responsabilidade diante do quadro de penúria e abandono pelo qual passa a saúde de Guajará-Mirim e que hoje se constitui num verdadeiro escândalo. Aí ele vem com essa história de pedir mais um prazo.

Aliás, esse negócio de pedir tempo para se resolver impasses parece coisa de namoro político cujos orgasmos não foram recíprocos. Tempo pra quê? Toda administração séria, seja de que partido for, antes mesmo de iniciar a empreitada do mandato já tem que saber de cor o que precisa fazer de imediato já no dia seguinte à posse do prefeito.

Aonde quer que você vá, sempre vai ouvir alguém a comentar que o prefeito falou em alguma rádio que a prefeitura está nessa situação porque não tem dinheiro. Faltam recursos para tudo o que se pensar, menos para pagar as diárias do prefeito e secretários que viajam toda semana para Brasília ou para Porto Velho para não se resolver nada. Então dinheiro no caixa-forte tem. Mas ainda que se aceite a evasiva de que os recursos estão escassos, seria mister indagar o que o prefeito pensa fazer para superar esta escassês de que tanto falam ele e sua assessoria. Porque vamos e venhamos, quem se elege para administrar uma cidade não ganha o cargo apenas para insistir em choradeiras. Outra coisa: ninguém é obrigado a disputar uma eleição, mas já que se meteu na disputa, quem se aventurou deve ter consciência do ônus e dos desafios.

Por fim mas não por último. O que é que o nosso prefeito pretende fazer para recuperar as finanças da cidade? Em que fontes pretende atuar para suprir os problemas de caixa do erário? Qual o “jeitinho” que vai dar para chegar aos cofres estadual e federal? Sim! Porque atribuir as dívidas da prefeitura à crise mundial é uma sacanagem de muito mau gosto e que só vem a provar que a atual administração não tem planos para governar nada e muito menos escrúpulos para inventar desculpas para o seu iminente fracasso.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

FÉ DEMAIS

Uma vez dada a passagem desta grande cruzada dos crentes do Evangelho através de shows de cantores gospels, palestras de pastores televisivos e focos contagiosos de igrejas que procuram converter pela força da pregação com cores de lavagem cerebral, pessoas sem discernimento crítico ou raciocínio lógico, de suas crenças sobrenaturais; epidemia esta que parece afetar até alguns programas de rádio-jornalismo de nossa cidade, como se o bom jornalismo fosse depender de bênçãos celestiais, é chegada a hora de alguém livre de superstições, ignorâncias, crendices e “rezas- brabas” falar algo a respeito deste sinistro que em pleno século 21 parece estar querendo refazer mais uma época de caça às bruxas.

Para quem tá por fora, é mister pôr em realce que a época da caça às bruxas foi o período mais obscuro da história da humanidade. Foram pelo menos mil anos de atraso, medo, escuridão e ignorância sob a sustentação da igreja que foi responsável por matanças, carnificinas e genocídios pelo mundo afora, assim como também perseguiu e condenou à fogueira muita gente boa entre filósofos, inventores e cientistas que apenas ousaram estar a frente de seu tempo ao questionar o universo pelas leis da razão e não da superstição e das fantasias bíblicas. Esta época chamada Idade das trevas só teve fim com a chegada do iluminismo, cuja maior conquista foi exatamente a de libertar a mente humana da submissão aos dogmas impostos pelas igrejas.

O filósofo inglês Bertrand Russel dizia que toda religião quando não é fútil é prejudicial. Me considero um homem de fé e ao mesmo tempo não tenho nenhuma convicção de ordem religiosa. Sou cético na medida em que coloco uma prudente distância entre mim e estas igrejas, e ao mesmo tempo sou um homem de fé porque acredito no caráter e no destino do homem que um dia vai acabar por vencer seus algozes e descobrir a verdade que a hipocrisia teima em esconder graças aos porta-vozes da mentira a serviço do sistema de senhores e escravos que diz que os últimos devem sofrer aqui na terra para serem recompensados num imaginário reino dos céus. Sempre achei que os lugares mais quentes do inferno estão reservados para aqueles que se dizem pastores profissionais e cujas igrejas não passam de arapucas para tirar um pouco do quase nada do que ganham os humildes. Por isso é que sem qualquer fé em Deus, sempre busquei as respostas no invencível espírito humano e na sua habilidade de sobreviver enquanto carrega fardos insuportáveis.

Outra coisa que jamais irei concordar é com as pessoas que são chegadas numa religião, sejam crentes ou católicos, que procuram de todas as formas nos convencer da correção de suas crenças. Até compreendo que é um direito deles. Mas eles também não tem o direito de tentar impor pela força da coerção a sua crença como se fosse verdade absoluta aos outros.

Last but not least, acho que qualquer religião, em princípio se considera dona absoluta da verdade. A que é pregada por essas igrejas então, vou te contar... Os tempos atuais recomendam respeito ao próximo e tolerância. Isso significa aceitar que o outro também tem lá suas razões, ou seja, outra verdade da vida. Como é que fica então a minha verdade única se eu aceito a do outro? Taí exposto o mal estar que gera este impasse. Eis aí o “mistério da fé” em detrimento da razão lógica.

domingo, 12 de julho de 2009

ASAEX COBRA RESPOSTA DE SUAS REIVINDICAÇÕES

Às 09 horas da manhã do dia 09 de julho do corrente ano foi realizada na sala presidencial da Câmara de vereadores de Guajará-Mirim uma reunião com os representantes da Asaex (associação dos seringueiros e agro-extrativistas) Ademir de Melo Uchoa e Paulo de Lima Nunes. A reunião foi pautada pela cobrança de uma divisão da associação dentro de uma secretaria específica, reivindicação esta já feita há sete meses através da Câmara Municipal e que até hoje não houve resposta por parte do poder executivo.

Na ocasião o agente da Asaex Paulo de Lima também pediu apoio político da Câmara de vereadores para construir um colégio de nível ginasial no interior da Resex do Rio Ouro Preto. Segundo o agente, é muito grande o êxodo das famílias da Resex, “uma vez que quando seus filhos terminam a quarta série são obrigados a vir para a cidade para dar continuidade aos estudos de sua prole”. Paulo de Lima também pediu a intermediação do legislativo para a implantação do programa Luz para todos do governo federal dentro das reservas.

Atento aos anseios e reclames, o presidente da Câmara, Célio Targino ponderou que “de nada adianta implantar de imediato tal divisão se não tiverem à frente do cargo pessoas envolvidas com a causa, sob risco da mesma divisão tornar-se um mero cabide de emprego”. Por outro lado, o vereador firmou compromisso junto à esta representação de que vai conversar com prefeito no sentido de que se resolva este impasse o quanto mais rápido possível.

Participaram da reunião, além do presidente da Câmara, o vice-prefeito Hilter Videira, o presidente da associação dos seringueiros, José Avilhaneda e os vereadores Guerard Castro, Francisco Quintão e Marilete Soares.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A CÂMARA EM BOAS MÃOS

Diz o velho ditado que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Chegado o recesso de julho, a Câmara de vereadores de Guajará-Mirim, ao contrário da prefeitura onde até hoje ninguém sabe quem é que manda, já decidiu "a priori" quem é que vai conduzir as coisas por lá. Em "referendum" realizado na penúltima sessão ordinária do 1º semestre, por oito votos a um, os membros daquele egrégio fórum de debates elegeram o vereador Célio Targino para presidir os trabalhos do legislativo pelos próximos quatro anos.

Contrário às reações injustas de políticos "de fora" da Câmara que por motivos alheios tinham interesse na presidência, e às opiniões pré-estabelecidas por eles e que só reforçam suas posições arrogantes e ignorantes, o Doutor Célio compreende que hoje os poderes Executivo e Legislativo passam por um período de turbulência no que se refere às conversações políticas, mas que o objetivo maior da Câmara é trabalhar para o bem do povo, e que portanto os poderes não devem se prejudicar de maneira recíproca. Entende o presidente do legislativo que é preciso uma luta conjunta para promover o progresso de Guajará-Mirim e acabar de vez com estes conflitos que só atrapalham o desenvolvimento da cidade. A ambos os poderes devem caber a criação de relações de confiança e mais intercâmbio de informações.

"Nossa meta é trabalhar em conjunto para enfrentar os obstáculos e continuar mantendo este diálogo independente de vínculos políticos. trabalhar em prol da cidade, em prol do povo de Guajará". Disse o Doutor Célio Targino após a eleição. O presidente da Câmara pretende com isso inaugurar uma nova política de convivência, com responsabilidade, consenso e respeito mútuo. Esta atitude deve se manifestar tanto nas instituições que se dizem preocupar com o bem comum, assim como nas mentes e corações do nosso povo. Os tempos difíceis pelo qual estamos passando exigem essa nova política. Esses são os valores que tanto a Câmara como a Prefeitura deveriam preservar. Tem que haver espírito de cooperação. Mais do que nunca faz-se mister superar as rixas, intrigas, picuinhas, tricas e futricas.

O discurso do presidente da Câmara de vereadores, Célio Targino é muito bem afiado e embasado. O edil é capaz de citar números e percentuais de receitas e despesas públicas de cor. Hoje ninguém na Câmara tem mais preparo que ele para falar durante horas sobre as contas do município. Tem cacife suficiente para abordar qualquer questão ligada à coisa pública.

Enfim, hoje já dá para perceber que a nossa Câmara de vereadores ficou mais ativa e atuante, e a cada dia que passa ela vai ficando mais azeitada. Hoje temos na presidência desta casa de leis, uma pessoa que se antecipa aos problemas e não apenas os discute, uma pessoa que entende que o papel da Câmara é co-governar junto com o executivo, que sabe que Guajará-Mirim tem uma agenda social muito mais importante que essas coisinhas miúdas e tititís políticos, em suma, temos alguém que honra todos os votos que recebeu nas últimas eleições e que no momento está servindo de bússola para o restante dos vereadores.

terça-feira, 30 de junho de 2009

VEREADORES SE REUNEM COM PREFEITO

Os vereadores Francisco quintão (PDT) e Marilete Soares (PT) estiveram reunidos na última terça-feira (23) às 09:00 horas da manhã com o Prefeito Atalíbio Pegorini a fim de reivindicar a agilização do plano de cargos, carreiras e salários dos servidores da educação. Na ocasião a vereadora Marilete Soares lembrou ao prefeito que o plano de cargos, carreiras e salários segue os parâmetros nacionais e que o governo federal aponta que todos os municípios precisam ter esta planilha a fim de que o servidor possa melhor exercer sua função sem prejuízo para si ou para outros. O vereador Quintão aproveitou-se de um "gancho" nesta assembléia para alertar o prefeito sobre o problema do atraso no pagamento dos servidores da saúde, que no momento tem causado revolta nos trabalhadores da área, sob ameaça de paralização das atividades caso não se regularize esta situação.

Atento a todas as reivindicações, o Prefeito disse que vai analizar todas as minúcias das questões em litígio e acelerar o setor jurídico em caráter de urgência para resolver estes impasses que, se por um lado trabalha em favor dos problemas de caixa da prefeitura, também age em detrimento do funcionalismo municipal. Cerca de trinta servidores da classe docente participaram da reunião e fizeram reclames ao chefe do executivo municipal à respeito do corte no plano de insalubridade e do Pis-Pasep. O Sintero e o Sindsaúde ficam no aguardo de respostas favoráveis aos seus anseios.