sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

DEPUTADO LEBRÃO CONVERSA COM DOM GERALDO E EXPLICA MAL ENTENDIDO

Por volta das 17:00 horas da última segunda-feira (14) o bispo diocesano da paróquia de Guajará-Mirim, Dom Geraldo Verdier recebeu o deputado estadual Eurípedes “Lebrão”, que esteve nesta cidade somente e unicamente com o intuito de pôr fim de uma vez por todas à um festival de informações desencontradas que de tanto que se arrastou, acabou se distorcendo de forma a desvirtuar ou desgastar irresponsavelmente tanto a imagem do político como a do eclesiástico.

A reunião foi a porta fechadas, mas segundo a assessoria do deputado, as conversações se desenrolaram sob o signo das boas intenções e espírito de conciliação de parte a parte. Em entrevista concedida via telefone à Rádio Educadora no dia seguinte o deputado Lebrão esclareceu que nunca houve da parte dele qualquer tipo ofensa ao clérico episcopal de Guajará-Mirim. “Seria uma calúnia muito grande, uma irresponsabilidade sem tamanho dizer tanta asneira, tamanho disparate. Quem me conhece sabe que jamais eu iria cometer tamanha sandice contra esta figura imaculada que é Dom Geraldo”.

Nesta entrevista, Eurípedes “Lebrão”, que na ocasião declarou-se católico fervoroso, disse não ter nenhum tipo de divergência com o Pároco e que estar muito triste com a repercussão de um boato que, segundo ele, pôde ter sua fase embrionária dentro das picuinhas políticas que parecem ter tomado de conta do cenário, haja vista as eleições de 2.010. Ainda nesta matéria o deputado enalteceu o trabalho do Bispo Dom Geraldo em quase quarenta anos de vida ecumência na fronteira Brasil-Bolívia. Em vistas de tais trabalhos sociais, o deputado finalizou a entrevista dizendo qiue acha que já deveria ter sido erigida uma estátua em homenagem a Dom Geraldo a fim de perpetuar a magnitude de suas ações no Vale do Guaporé.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

VEREADOR DENUNCIA SITUAÇÃO PRECÁRIA EM POSTO DE SAÚDE

Atendendo à reclamações de funcionários e usuários, o vereador Francisco Quintão (PDT) esteve na manhã da última quarta-feira (02) visitando o Posto de Saúde Carlos Chagas a fim de constatar “in loco” a falta de estrutura hospitalar adequada nesta unidade médica. A começar pela fachada do prédio, que já é o primeiro indício de que esta construção precisa de uma reforma urgente, as paredes externas e internas do posto estão com mofo, o piso está todo quebrado, o que tem causado quedas e arranhões em pacientes, o forro precisando de reparos, os arquivos estão em situação precárias e várias salas estão com o Ar condicionado danificados ou em reparos. O único setor que está funcionado a contento é a sala de vacinação, isto porque a enfermeira responsável resolveu reforma-la com dinheiro do próprio bolso.

Em conversas com funcionários da casa, o vereador obteve informações mais acuradas sobre as condições de trabalho do Posto de Saúde. Em tom de desabafo um servidor federal à disposição do município reclamou: “Aqui não há nada, falta gaze, esparadrapo, atadura, mertiolate, pomada, não há desinfetante, os vasos do banheiro estão uma imundície só e com coliformes até as tampas. Isto tudo aqui fede! Não há condições de trabalho, tem que derrubar tudo e construir um novo posto”.

A diretora do Centro Médico, Jocinete Aguiar disse ao vereador que afora os itens de primeiros socorros, não há falta de remédios na farmácia básica e que o único problema é a falta de estrutura do prédio. Francisco Quintão prometeu que vai requerer junto ao Poder Executivo em caráter de urgência uma completa reforma no Posto de Saúde.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A BEM DA VERDADE...

Causou rebuliço nos últimos dias o qüiproquó acerca de um suposto discurso do deputado estadual Eurípedes “Lebrão” nas cercanias da cidade de Costa Marques e cujo teor continha ou poderia conter invectivas, heresias e impropérios contra a eclesiastia maior da Paróquia de Guajará-Mirim, Dom Geraldo Verdier. A repercussão do caso foi de tamanha celeuma que levou muita gente do meio midiático e do fervor da idolatria da religião a se instaurar contra a hipotética atitude do ilibado deputado. Houve até caso de gente que a partir de pressupostos “a priori”, nem sequer mediu conseqüências ao manejar a caneta e já partiu com tudo o que tinha direito para uma espécie de Jihad xiita ou guerra santa bem ao estilo dos radicais do Islã, satanizando a figura do deputado.

Mas a coisa não é bem assim. Sempre há que existir dois pesos e duas medidas para tudo o que é público e que deve ser levado à superfície. Em conversas com a assessoria do deputado Lebrão, este colunista pôde obter informações dignas de parecer judicial e que só condizem com a verdade dos fatos. Em primeiro lugar, conforme o próprio deputado já disse à imprensa do restante do Estado, não houve em nenhum momento qualquer tipo de ataque pessoal ao cura diocesano Francês que atua em Guajará-Mirim. Em segundo lugar, houve sim, uma reunião do deputado Eurípedes “Lebrão” com representantes de 1.200 famílias de moradores assentados pelo Incra e que cuja área, algumas Ongs suspeitas querem transforma-la em reserva indígena. Isto é fato.

Inconformado com esta situação e sensível aos anseios e reclamos por cidadania destes setores identificados, e que achavam que as normas propostas por essas missões eram indignas e desrespeitosas, o eminente deputado resolveu reunir a população daquela aldeia buscando uma forma de soluções fecundas, tendo em vista que não se pode negar um histórico de reivindicações em busca de igualdade, respeito, oportunidades e reconhecimento à propriedade dentro do âmbito de direitos e deveres do que manda a constituição.

Acontece que nestes tempos que precedem as eleições que estão por vir, uma indústria de fofocas e tititís começam a aparecer com vistas a enfraquecer ou anular a imagem deste ou daquele candidato que de uma maneira ou de outra vai tomar posições no ranking das disputas políticas. É aí que a pxxrra da inveja de outros candidatos, da ciumeira, da perda daquele eleitor que resolveu se bandear para outro candidato que achava melhor aparece com todas as nuances. E daí também que alguns candidatos com menos pontos no Ibope resolvem apelar para artifícios nem sempre condizentes com a honradez que pregam em seus falatórios.

Não convém aqui citar nomes, mas também está muito claro que nestes falatórios não existe nada que exija uma profunda análise conceitual. Está muito claro também que este tipo de gente que se utiliza desses métodos, é um tipo de pessoa que se arrasta num plano baixo e material de existência. Este tipo de gente faz muita questão de colocar estas distorções apenas para apreciar a falação que vai se desenrolar neste balcão de discussões, sem a obrigação de dizer o que pensa, pois o que pensa é nada. E isto é notório.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SEGUNDO MANIFESTO NA MESA DO BAR SOS

Tendo em vista o número de críticas tanto contra como a favor do artigo “Manifesto na mesa do bar” resolvi dar mais uma queixadinha. Afinal de contas, a função do jornalista crítico é guiar o povo e não ludibria-lo para manter o status-quo, que interessa apenas para alguns canalhas, egoístas e dissimulados. Sim, me refiro aqueles que abandonam seus valores e convicções em troca de prestígio e bufunfa.

Diferente de muita gente, inclusive amigos que considero pacas, não sou desses que ficam se preocupando se o Barrichelo vai ultrapassar o Kimi Raikonen, se a seleção do Brasil vai vencer o sub-17 lá na casa do “Crica” ou se o carro do fulano é mais moderno que o do sicrano. Meu negócio é política, politicagens, cerveja, tira-gosto e boas conversas.

Tenho notado já há algum tempo que a caterva tucana e os bandidos da mala preta a serviço do capital mundial tentam desestabilizar tanto o governo do PT como a vanguarda da esquerda de modo geral. É preciso que se diga que o PT nunca continuou o governo FHC, tanto é que o povo hoje com um salário mínimo compra duas vezes mais o que comprava naquela época. Hoje o povo está comendo mais. Isto é público e notório, dispensa prova em juízo.

Também não é preciso um Roubômetro para avaliar quem roubou mais: FHC com a privataria roubou 10.000 vezes mais do que qualquer possibilidade de desvio do Governo Lula. Tivesse ainda FHC no poder, com certeza a Petrobrás hoje já teria virado American Oil. PSDB: Pornô State Dilapidêite Bíusines. Paus e xoxotas no puteiro da mercância.

Meu amigo César Moretti, perito da Polícia Civil, há algum tempo me perguntou sobre um ex-colega de copo: “Me diz uma coisa, esse teu chegado é PSDB?”. Respondi: “Vamos ter que dar um desconto, o rapazinho nunca teve o engajamento político que nós tivemos. Conheceu política depois que se enturmou com a gente, daí que para se sentir seguro resolveu optar por uma bandeira sem nenhum ideário”. “Mas que toupeira”. disse o perito. “Acho que é tucano”.Corrigi.

Conheço dois tipos de tucanos. Quando vou ao Pacaas Novos costumo ver uns aqui e ali trepados em cima das árvores à espreita. Um outro tipo de tucano a gente vê quando visita o Itaúba Hotel lá na Bolívia. Mas estes estão enjaulados no mini-zoológico que dispõe este balneário. A metáfora explica: quando não estão em cima do muro à espera da melhor chance de tirar proveito, os tucanos estão atrás das grades. Ou pelo menos deveriam estar.

Alvíssaras: o Papa da piscicultura em Guajará-Mirim Toninho Nogueira, depois da ascensão de Acir Gurcacz ao senado, deverá apoiar a candidatura de Rodrigo Nogueira nas próximas eleições municipais. Não que tenha alguma coisa a ver com progênie, DNA de filiação, grau de parentesco, herança espermática, mas sim com a filosofia epistemológica da razão critica. O príncipe-beirense Dr. Célio Targino, que conseguiu levantar uma bandeira positiva na Câmara poderá fazer dobradinha com o garoto-prodígio. Ah Toninho, me emprestas aí 20 pratas...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A IMPRENSA PRECISA SER RESPONSÁVEL

Parece que tem-se tornado lugar-comum em nossa cidade, coisa pra lá de batida, alguns meios de comunicação, darem guarida para pseudos-jornalistas e “traíras” da classe, paridos não se sabe de onde, que de maneira rasteira e sub-reptícia se infiltram nas esferas dos Poderes em busca de informações para depois usa-las como moeda de troca. Não de modo geral também existem aqui e ali respingos na nossa imprensa que tentam desmoralizar a Câmara de Vereadores e seus representantes. Parece que está aberta uma campanha mal disfarçada de difamação e desinformação acerca do Poder Legislativo nunca antes vista em nossa cidade.

Maquiavel dizia que “quando se quer desmoralizar alguém basta aumentar os defeitos e esconder as virtudes. Mentiras, calúnias e difamação também ajudam...”. Segundo estes fazedores de notícias, recai sobre a Câmara Municipal toda a culpa e responsabilidade pelo fato de a cidade estar vivendo o atual estado de caos, penúria e abandono, quando todo mundo sabe que Guajará-Mirim está nesta situação de desespero somente e unicamente por causa da inoperância e dos desmandos da chefia geral do Palácio Pérola.

Esquecem ainda os boquirrotos que à Câmara compete apenas trabalhar as leis da cidade, fazer projetos que beneficiem a população, fiscalizar os atos do Poder Executivo, ouvir os reclamos do populacho e reivindicar seus interesses e denunciar eventuais safadezas políticas que possam vir a ocorrer em todas as esferas do Poder. Não compete à Câmara a tarefa de tapar buracos, sinalizar as ruas, encascalhar e asfaltar as vias públicas, colocar lâmpadas nos postes, cuidar dos doentes do Hospital Regional, prestar atendimento nos postos de saúde, serviço de assistência social, coleta do lixo etc... Estes serviços são exclusividade da Prefeitura. Portanto é preciso que a nossa imprensa se preocupe mais em relatar os fatos sem deturpar a notícia, pois quando a imprensa começa a tomar partido de forma suspeita, algo de podre cheira no ar.

Este tipo de tática de tentar ludibriar o povo com informações que não tem nada a ver, ignorância acerca dos fatos, desconhecimento de causa, distorção da informação com objetivos não explícitos ou então uma mistura de toda essa sujeira jornalística pode resultar num tiro pela culatra. Não se chega a lugar nenhum com este tipo de golpe de Estado que parece estar em voga hoje e que praticam alguns membros do nosso jornalismo. Um bom jornalismo precisa estar aberto para o debate honesto e construtivo que busque visar o bem estar social da cidade. Tem que estar aberto às divergências de opinião e ao pluralismo de idéias no marco do debate público e não na perspectiva abrupta de arrancar comodities financeiros a qualquer custo deste ou daquele poder político.

O caminho então deveria ser o do diálogo e da luta política em termos de construção como reflexo para chegar ao equilíbrio que deve existir entre imprensa e demais poderes. Portanto faz-se necessário discutir o papel da mídia na sociedade a fim de que se acabe de vez com o terreno fértil das distorções e manipulações que alguns inventam para engessar o saudável hábito da discordância.

Sem nenhum ressentimento ou maniqueísmo para com os colegas de profissão.