Parece que tem-se tornado lugar-comum em nossa cidade, coisa pra lá de batida, alguns meios de comunicação, darem guarida para pseudos-jornalistas e “traíras” da classe, paridos não se sabe de onde, que de maneira rasteira e sub-reptícia se infiltram nas esferas dos Poderes em busca de informações para depois usa-las como moeda de troca. Não de modo geral também existem aqui e ali respingos na nossa imprensa que tentam desmoralizar a Câmara de Vereadores e seus representantes. Parece que está aberta uma campanha mal disfarçada de difamação e desinformação acerca do Poder Legislativo nunca antes vista em nossa cidade.
Maquiavel dizia que “quando se quer desmoralizar alguém basta aumentar os defeitos e esconder as virtudes. Mentiras, calúnias e difamação também ajudam...”. Segundo estes fazedores de notícias, recai sobre a Câmara Municipal toda a culpa e responsabilidade pelo fato de a cidade estar vivendo o atual estado de caos, penúria e abandono, quando todo mundo sabe que Guajará-Mirim está nesta situação de desespero somente e unicamente por causa da inoperância e dos desmandos da chefia geral do Palácio Pérola.
Esquecem ainda os boquirrotos que à Câmara compete apenas trabalhar as leis da cidade, fazer projetos que beneficiem a população, fiscalizar os atos do Poder Executivo, ouvir os reclamos do populacho e reivindicar seus interesses e denunciar eventuais safadezas políticas que possam vir a ocorrer em todas as esferas do Poder. Não compete à Câmara a tarefa de tapar buracos, sinalizar as ruas, encascalhar e asfaltar as vias públicas, colocar lâmpadas nos postes, cuidar dos doentes do Hospital Regional, prestar atendimento nos postos de saúde, serviço de assistência social, coleta do lixo etc... Estes serviços são exclusividade da Prefeitura. Portanto é preciso que a nossa imprensa se preocupe mais em relatar os fatos sem deturpar a notícia, pois quando a imprensa começa a tomar partido de forma suspeita, algo de podre cheira no ar.
Este tipo de tática de tentar ludibriar o povo com informações que não tem nada a ver, ignorância acerca dos fatos, desconhecimento de causa, distorção da informação com objetivos não explícitos ou então uma mistura de toda essa sujeira jornalística pode resultar num tiro pela culatra. Não se chega a lugar nenhum com este tipo de golpe de Estado que parece estar em voga hoje e que praticam alguns membros do nosso jornalismo. Um bom jornalismo precisa estar aberto para o debate honesto e construtivo que busque visar o bem estar social da cidade. Tem que estar aberto às divergências de opinião e ao pluralismo de idéias no marco do debate público e não na perspectiva abrupta de arrancar comodities financeiros a qualquer custo deste ou daquele poder político.
O caminho então deveria ser o do diálogo e da luta política em termos de construção como reflexo para chegar ao equilíbrio que deve existir entre imprensa e demais poderes. Portanto faz-se necessário discutir o papel da mídia na sociedade a fim de que se acabe de vez com o terreno fértil das distorções e manipulações que alguns inventam para engessar o saudável hábito da discordância.
Sem nenhum ressentimento ou maniqueísmo para com os colegas de profissão.

Um comentário:
Você está igual ao Lula ou ao Chaves. A culpa seria da imprensa que denuncia a omissão, a preguiça e o entreguismo dos vereadores? Não que os vereadores tenham que ficar berrando e fazendo barracos como a petista destrambelhada, mas se a Câmara deve, como você mesmo listou, fiscalizar os atos do Alcaide e denunciar safadezas e desmandos,vemos que o Poder Legislativo daqui é omisso, inoperante, virtual. Um faz-de-conta. Um Poder da carochinha.
Cadê a devassa que deveria ser feita nas contas públicas para saber para onde está indo o dinheiro que chega e o que é arrecadado? Por que não pagam os servidores? Sei que você é funcionário de lá, meu caro, mas a culpa não é da imprensa, mas da apatia e incompetência do Legislativo, que não fazendo nada, torna-se cúmplice do Sr. Atalíbio e sua troupe.
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