quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

DR. CÉLIO RECEBE “POVOS DA FLORESTA”

O presidente da Câmara de Vereadores, Célio Targino, recebeu na manhã da última terça-feira 17, os líderes das Associações de seringueiros e extrativistas (Asaex) Paulo de Lima Nunes e Maria Lúcia de Souza e a presidente da Associação dos açaizeiros, Jacira Firmino Neves. Nesta reunião, que teve início às 10:00 horas, estas lideranças reivindicaram mais atenção para o setor e apresentaram propostas no sentido de formar parcerias com o município com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos povos da floresta, sejam através de divisões dentro de secretarias específicas ou mesmo da captação de recursos e incentivos ou instrumentos que beneficiem os meios de produção, transporte, escoamento, armazenagem, higiene e comércio de suas culturas.

Na ocasião o presidente da casa, Célio Targino se comprometeu com esta comissão a apresentar junto ao poder executivo documento oficial em forma de requerimento em prol dessas associações, além de ter dado sua palavra à estes líderes de que vai conjugar empenhos e esforços no sentido de viabilizar a criação de uma divisão de extrativismo na SEMMA.

Participaram da reunião, além do próprio presidente, os vereadores Francisco Quintão, Gerônima Melo, Ronald Fernandes (Galego) e Marileth Soares.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A ARTE DE ENGOLIR “SAPOS”

Na semana passada tive a grande satisfação de monologar (monólogo sim, uma vez que só uma pessoa falou, eu apenas a auscultei e nem pude me explicar, conforme podem atestar algumas pessoas que estavam presentes) com a vereadora Marileth soares. Na ocasião a vereadora disse que há muito queria falar comigo pois não havia gostado nem um pouco de referências à sua pessoa em matéria sob minha responsabilidade publicada neste jornal.

Ainda em ritmo de campanha, a edil entoou um discurso xiita de palanque repleto de chavões panfletários e no qual ela fez muita questão de frisar e reforçar a importância de seus mais de 12 anos de luta para chegar à Câmara de Vereadores numa empreitada baseada em princípios éticos e morais, e que eu havia tentado colocar tudo por água abaixo em um só parágrafo desta coluna.

Aos fatos e não aos adjetivos. Em primeiro lugar gostaria de transcrever o parágrafo que faz parte da matéria “Uma Tacada de Mestre” e que parece ter causado cólicas nesta nobre edil das causas síndico-educacionais, atos públicos, passeatas e muitas denúncias feitas à imprensa em passado remoto.

“O que ninguém conseguiu entender até hoje, por mais que ela tentasse explicar de todas as formas possíveis, foi o sufrágio da vereadora Marileth Soares do PT que sempre defendeu as bandeiras contra o governo do Estado, de uma hora para outra se bandear para as hostes de um títere do próprio governo que sempre criticou. A julgar pela legenda que defendia princípios éticos e morais, todos pensavam que esta vereadora fosse no mínimo se abster de sua votação e não votar no candidato do governo de plantão”

O que quis dizer com a epígrafe acima foi que o fato de a vereadora ter votado no candidato do governo que sempre denunciou, causou estranheza não só ao autor desta coluna como à grande maioria do povo da Cidade Pérola, povo este que até então a tinha em alta conta. Jamais tentei denegrir a imagem de ninguém. Apenas servi como veículo dos clamores do povo, como porta-voz dos reclamos do populacho. Portanto a vereadora Marileth não tem que provar nada para mim e sim para este povo que muito espera que esta solerte líder sindical não seja vereadora de um só mandato.

Só tenho a lamentar a forma intempestiva como a vereadora Marileth, buscando se situar como vítima de uma situação e dizendo-se atingida por “injustiças, injúrias e mentiras”, deixou bem claro em sua exposição. Tais insinuações, que tiveram como pano de fundo a ante-sala presidencial da Câmara de Vereadores, foram feitas por uma pessoa carregada de rancor e que não levou em conta a integridade do jornalista que apenas expôs os fatos conforme relatos de fontes fidedignas.

Espero que esta intriga não tome maiores proporções, haja vista o hábito contumaz desta senhora em criar casos. Espero também desta forma estar prestando os devidos esclarecimentos tanto à direção do jornal em que mantenho uma coluna há vários anos, como aos meus companheiros de comunicação do rádio de nossa cidade que se solidarizaram comigo e também aos amigos leitores que muito me comprazem com a leitura deste “standart”.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

TÁ TUDO ERRADO

Com certeza vocês devem estar achando minhas últimas colunas uma esculhambação só. Eu também tô achando. Mas se vocês derem uma olhada na nossa cidade, vão achar que ela que ela tá mais esculhambada que minhas últimas colunas. Quando o pessoal me vê tomando cerveja no boteco vem logo dizendo: “Você precisa deixar de lado tuas tragédias pessoais e seguir em frente”. Já num outro boteco mais prafrentex , ou seja, com menos moscas e mais hipocrisia, o pessoal me diz: “Por que que com teu talento e “norrau” político, tu não tenta barganhar uma assessoria na prefeitura?”

O cotidiano de nossa cidade, apesar de pacata, revela uma guerra surda, não declarada, mas na qual há muitos feridos. São as pequenas humilhações e cacetadas que a gente enfrenta todos os dias, É a fila interminável na lotérica, nos correios, no Banco do Brasil e no Bradesco, é a nossa situação cada vez mais precária, é o tráfego de carretas no meio da cidade que não para de jeito nenhum, são as nossas ruas esburacadas e as calçadas tomadas pelo matagal, é a falta de medicamentos e atendimento no Hospital Regional e nos postos de saúde, é a esculhambação que está essa administração onde ninguém sabe quem é que manda, é o radialista que acha o máximo dizer no ar que a polícia tem mais é que dar uma “taca” no ladrão pé-de-chinelo vítima da injustiça social, é o biltre do fiscal da receita que sabe que você mora nesta cidade desde que nasceu, mas por questão pessoal ou porque não vai com a sua cara, acha de invocar com você e te expõe ao constrangimento público toda vez que você volta do país vizinho.

Aliás, aqui abre-se um parêntesis: É claro que não são todos os agentes da aduana fronteiriça que são ignorantes no trato pessoal, alguns são até boas pessoas e gente fina pacas. Mas o que não pode mais é o cidadão de bem continuar a mercê dos recalques, problemas e frustrações de um ou outro brucutu que um dia decorou uma apostila e por um acaso passou num concurso público para a partir daí passar a empreender forças com mesquinharias em vez de implementar soluções que agreguem o valor à sociedade.

Outra coisa que também não dá mais pra aturar são os eternos babacas que ficam prestando culto para qualquer cara metido a esperto que aparece por aqui parido não se sabe de onde e que de repente passam a opinar “leseiras” sobre a nossa cidade, mas que no fundo o que querem é se beneficiar de tais mudanças feitas através de suas sugestões. Depois que ludibriam meia dúzia de idiotas, os espertos enchem as “burras” de dinheiro e ficam rindo dos trouxas que passam a conversar entre si: “E aí, o fulano também te enrabou?” “Também, e você?” “Também”.

E o pior é que quando aparece alguém com dignidade para denunciar o lamaçal onde esses “leprosos” chafurdam, logo eles te ameaçam com um processo. É a inversão dos valores. Os caras roubam, corrompem, extorquem, achacam, se metem em mil tretas, constroem suas redes de finanças e armações sobre falsas premissas com efeitos deletérios não para si mesmos, mas para toda a sociedade, e é na porta da minha casa que a polícia vem bater. Muitos poucos se perguntam por que os direitos estão cada vez mais distantes e a erva daninha cada vez mais adubada.

domingo, 25 de janeiro de 2009

CRISE? QUE CRISE?

O mundo que vive sob as bênçãos do Deus-Mercado está passando a sua maior crise econômica e financeira desde a segunda guerra mundial. Aonde é que está o pragmatismo econômico daqueles que sempre louvaram o “American-way-of-life” que prometia felicidade para todos e cujo alicerce sempre foi a globalização de sua economia? Não há respostas à altura. Só desculpas esfarrapadas e evasivas sem lastro. A economia mundial se desmantela e as bolsas ao redor do mundo, base do sistema cruel a mando do capital imposto goela-abaixo pelos senhores feudais da Águia imperial, desabam e ninguém sabe mais como evitar tropeços e quedas nunca antes vividas. Os bancos centrais de todos os países estão perdendo a força e não conseguem manter o valor de suas moedas. O mundo está à beira de um colapso e poderá viver a sua maior crise dos últimos cem anos.

Também pudera, foram quase cem anos de culto irrestrito à este ser supremo chamado Deus-Mercado, porque ele faria tudo em benefício da plebe e da burguesia e em detrimento do Estado. Karl Marx tinha virado motivo de chacota, idéia antiga, ultrapassada. Apenas uns poucos que tem percepção e sabem que as boas idéias não envelhecem jamais, ainda ousavam divergir de seus adversários palpiteiros “da hora” em suas reuniões etílicas. Pitágoras havia dito há mais de 2.000 anos que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Isso é uma verdade absoluta. A outra verdade é que o Estado deve zelar pela proteção do indivíduo. Infelizmente este Estado em tempos neo-liberais foi substituído pelo mercado. Taí o resultado. A fatura chegou. E agora? Quem vai pagar a conta?

Enquanto George Bush bombardeia países, esses analfas investidos de soberba e ignorância bombardeiam idéias. Quando falo de analfas, me refiro ao bando de idiotas que tem horror ao livre trânsito de idéias e acham que o “grande irmão do norte” é quem deve decidir o que as pessoas devem pensar e dizer. Acho que todo mundo tem o direito de falar o que quiser nas discussões políticas, mas também me dou o direito de discrepar de seus argumentos e refuta-los à luz da consciência quando melhor me aprouver.

Não saberia dizer se o comunismo poderia ser a resposta para os problemas de hoje. O que eu sei é que não dá mais para viver da maneira que estamos vivendo, com esse “dinheirismo” como base da sociedade onde não se leva a vida humana em consideração e onde tudo gira em torno da bufunfa, não importa de que forma será obtida.

Last but not least, acho ainda que é a desinformação e falta de cultura que motiva o ignorante a rebater a verdade ou aceitar as “verdades” que lhes são impostas pela mídia tendencial. Às vezes também acontece de um cara tido como esclarecido tomar conhecimento de tudo e reter apenas o que lhe apraz. Perpetua-se assim a manipulação das massas, que uma vez “grogue” pela farmacopéia politiqueira, nem sequer percebe que contraria as próprias convicções, julgam na espera de não serem julgados e pelo repúdio às idéias contrárias de seus pares na mesa de debates, continuam bebendo do próprio veneno na espera de que o outro morra.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A VERDADE POR TRÁS DOS FATOS

Algumas palavras estão tão enraizadas no meu subconsciente que às vezes chego a pensar que se houver alma, é lá na consciência da alma que elas se alimentam todos os dias. Meu pai era um homem de poucas palavras, mas era um homem de um belo coração. Foi meu pai quem me disse a seu modo palavras que mesmo que eu quisesse jamais irão me abandonar. Falou-me sobre honra de uma maneira tosca, mas de tal maneira que acho que assim como ninguém pode viver sem respirar, eu não posso viver sem elas. Ao saber que eu havia dado “catrepe” num gibi da banca do velho Chico Paca, depois de me dar uma surra me disse: “Homem que é homem não mente e não rouba. O homem que faz isso pode até ter uma boa vida, mas será uma vida sem honra, e viver sem honra é a mesma coisa que estar morto. Quem mente e quem rouba pode até ficar rico, mas todo mundo vai saber que ele não passa de um mentiroso e de um ladrão”.

Talvez tenham sido estas palavras que me levaram a escrever e expor tudo o que penso e que acho que deve estar inserido no contexto desta coluna. Sempre busquei denunciar a verdade que se oculta por detrás dos fatos impostos goela-abaixo pelos homens sem honra. É claro que já escrevi coisas das quais hoje me arrependo, mas juro que quando escrevi achava que fossem verdades. Outras vezes disse verdades que não precisavam ser ditas, porque além de não beneficiar ninguém prejudicou muita gente. Mas nunca traí meu pai em momento algum.

Notícias da última semana: Clientes da Ceron, além de herdarem a dívida ficam sem luz; Problema da falta de água já virou sacanagem; Radialista diz que não há problema de falta de água e que tudo é intriga da imprensa com cara de Amélia; Kassabi vai até Lula com um caneco na mão pedir grana para São Paulo; Al Qaeda quer que Obama se converta ao Islã e implante regime Talebã nos “Istêites”; Deputado diz que na prefeitura quem vai mandar é ele; Tribunal vai julgar deputados que queriam extorquir governador cassado; e vou parando por aqui porque acho que vou vomitar...

O pior é que essas notícias são dadas pela nossa mídia falada sem nenhum comentário, sem nenhuma explicação, sem conseqüência nenhuma. O que é que está acontecendo com a nossa imprensa meu Deus do céu? Os políticos, os coronéis, os empresários, os fazendeiros, os secretários roubam, mentem, mudam de partido e a nossa mídia trata tudo isso como se fizesse parte de um contexto, como se fizesse parte da política.

Antigamente quando os homens tinham alguma nobreza (não tô falando de títulos) o fio do bigode falava pelas palavras. Nos tempos dos nossos pais e avós a coisa era assim. É claro também que naquela época tínhamos ladrões, mas comparados com os de hoje não passavam de pés-de-chinelos. E uma boa parte dos homens públicos naquela época, porém, tinham vergonha na cara, tinham honra.

Não sei dizer para os amigos leitores como é a vida de um patife pois jamais convivi com um patife. Meus amigos, todos conhecem, são todos gente boa. Mas acho que conviver com um patife ou ser obrigado pela força do contrato ou pelo poder da bufunfa a puxar o saco dos mesmos, dever ser coisa de dar nó nas tripas de qualquer um, de desonrar até o mais bronco e obtuso ser humano.