segunda-feira, 2 de maio de 2011

A GUAJARÁ QUE NÃO PODE PARAR

Nesta semana quero prestar uma homenagem a você, cidadão trabalhador, que acorda às seis, seis e meia da matina, toma um café correndo com a família, para depois pegar sua bicicleta e partir para a batalha do dia-a-dia, às vezes sem nem ter como reclamar por este aperreio, porque não pode chegar atrasado no emprego, pois às sete e meia tem que estar no batente.

Quero prestar minha homenagem a você cidadão, que saiu de casa atrás de um emprego e acabou voltando de cabeça baixa, pois não encontrou vaga nem para limpar privada, mas ainda tem fé e amanhã vai levantar bem cedo e tentar de novo.

Desejo de coração prestar uma homenagem ao cidadão que sai de casa todos os dias com enxada e ciscador à mão para prestar serviços em casas de gente como a gente, que lhes dá o devido valor porque sabem que estes trabalhadores também são nossos iguais, apesar de tão desiguais, portanto à você que trabalha no serviço de capina ou poda de árvore, a minha singela homenagem.

Quero prestar minha homenagem ao cidadão que acorda todos os dias triste, deprimido, quase sem rumo diante da “paradeira” que ocorre em nossa cidade onde falta de tudo, desde os serviços mais básicos até perspectivas de dias melhores para este povo. Este mesmo povo que quando tenta se acudir junto a alguns políticos, sempre dão com os “burros n’água”.

Quero prestar minha homenagem ao cidadão que levanta bem cedinho para enfrentar as filas dos postos de saúde ou na própria secretaria no intuito de conseguir uma ficha para consulta ou guia de internação, a maioria destes constituída de gente sofrida, velhos e mulheres com crianças no colo. Muitos deles já passaram humilhações nos corredores do Hospital Regional, mas que mesmo com estas cacetadas da vida ainda conservam a arte de sorrir mesmo quando o mundo diz não.

Quero prestar minha homenagem a estes cidadãos trabalhadores de todas as classes sociais, o professor, o pedreiro, o servente, o taxista, o taberneiro, a lavadeira, o garçom, o balconista, os “chapas”, o catador de latas, o vendedor ambulante, o peixeiro, o feirante, o mecânico, o soldador, o encanador, o eletricista, o vigia, o servidor público e outros; muitos passando por dificuldades financeiras, alguns não raro até sem dinheiro para garantir o mínimo de conforto para a família.

Desejo prestar esta homenagem ao cidadão que leva esse tapa na cara todos os dias e nem por isso desanima. Falo dessas pessoas que não podendo ser exaltadas como empreendedor ou às vezes por falta de oportunidade ou de estudo, nem por isso enveredaram pelos caminhos tortuosos do crime e da violência ou ainda de querer levar vantagem, passando por cima de quem estiver no caminho. Aqueles que mesmo sendo anônimos, nem por isso deixam de ser importantes para Guajará-Mirim. Aliás é na batalha destes anônimos que se encontram os grandes super-heróis de nossa cidade.

Por último quero prestar minha homenagem à todo o povo da Cidade Pérola, hoje abatido e atônito pelos últimos acontecimentos políticos, mas que apesar de tudo ainda conserva a consciência de que a todo desafio a gente responde com um maior empenho em defesa de nossos valores morais e éticos.

5 comentários:

Daniel Alves disse...

Já que você prestou tantas homenagens aos trabalhadores que levantam cedo para trabalhar, vê se segue o exemplo deles.

Fábio Marques disse...

Sim, gostaria aqui de prestar minha singela homenagem para os jornalistas. Aqueles que costumam ler muito, e discutir mais ainda. Aqueles que têm o dom da palavra e opinião formada para quase tudo. Aqueles que são curiosos e tendem a ser falantes. Para aqueles que fogem da rotina, que querem novidade ou novos personagens que constroem a história nossa de cada dia. Para aqueles que trabalham até de madrugada e, às vezes, nos sábados e domingos. Para aqueles que trabalham sob pressão, do deadline (fechamento), do chefe e da população. Para aqueles que cultuam o bom português, que buscam detalhes que ninguém vê, aqueles que têm visão crítica, treinada. E por último, parta aqueles que não são artistas, mas muitas vezes vistos como tal, que não são autoridades, mas são conhecidos como 4° poder. Jornalismo; profissão ou destino?

Daniel Alves disse...

Muito bem,

Então siga o exemplo desses jornalistas que você presta homenagem.

Fábio Marques disse...

O corno do Brucutu resolveu dar as caras mais uma vez. como me decidi a não mais postar "coments" de anônimos, pseudônimos ou suspeitos de Fakes, vou lhe responder sem lhe dar espaço. Me sugere o corno e filho da puta que eu pare de enrolar e trabalhe de verdade. Queria dizer ao galhudo que a sua inveja deve ser porque hoje nós estamos no Poder. Mas liga não. O Poder é efêmero e disso sei-lo-ei. Amanhã a história muda de figura. Podemos não estar mais. E também podemos estar mais ainda. O fato é que as pessoas para quem presto meus serviços estão pra lá de satisfeitas com o desempenho, conhecimento e a qualidade excepcional de meu trabalho. O corno também pede para eu parar de ficar falando da vida dos outros covardemente atrás de um teclado. Ora, se há alguém covarde aqui é o próprio corno que não mostra a cara. Ta aqui meu nome de verdade e foto para comprovar. Ele prefere se esconder na covardia do anonimato. Por último o corno deixa no ar suposições sobre a fidelidade de minha ex-consorte. Aí deixo para a reflexão do corno filho da puta que não há nada mais desprezível do que aqueles que sabem e não dizem do que aqueles que dizem e não sabem. Já aquele que sabe e sabe que sabe (I sou I)é um sabe-tudo, portanto trate de segui-lo e chegarás a verdade.
Ah, a próxima vez que tua mãe fores me fornecer o roscofe, sugere a ela que pelo menos lave o anilho, pois da última vez que comi o toba dela, veio um caroço de feijão envolto de bosta bem na chapuleta da minha rola.

Daniel Alves disse...

Tá mal heim meu fio?

É melhor você arranjar um emprego.