quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NOVO CHEFE DA FUNAI TRAÇA METAS E PLANOS DE TRABALHO

Há pouco mais de 40 dias a frente do comando da Fundação Nacional do índio (Funai) em Guajará-Mirim, o indígena Joel oronão, 42 anos, natural da Baía da Coca no baixo Guaporé, é o primeiro de sua etnia a assumir um posto de administração deste setor em todo o Estado de Rondônia. Joel conseguiu alçar este cargo “devido a insurgência da população indígena em vistas do caos que gerou a desordem que culminou na saída do último gestor”. Diante desta crise, uma comissão especial de Brasília esteve em Guajará-Mirim para apurar os fatos, e durante as investigações, eis que em conversas com diversos líderes das aldeias subordinadas à Funai, apareceu a indicação do nome de Joel Oronão para exercer o cargo de chefia da entidade nesta cidade.

A eclosão da crise que motivou a insatisfação geral dos povos da floresta com os atos da última administração resultou na bonança de Joel Oronão. Agora o novo administrador já começa a desenhar projetos e propostas que pretende implantar de imediato e a longo prazo em sua gestão: “Meu principal objetivo enquanto gestor desta instituição será me dedicar em tempo integral à solução dos mais graves problemas que afetam a população indígena, tanto na área de saúde, como na de educação e programas sociais como saneamento e água tratada para todas as aldeias e também lutar pelo esporte, lazer e entretenimento de todos os nossos povos”, disse Oronão.

O novo chefe do departamento indígena disse ainda que vai pressionar o Governo Federal para aumentar as verbas para os programas de saúde, brigar por postos com médicos e enfermeiros capacitados e por um barco hospital em tempo integral. Joel também pretende reivindicar a inclusão digital (Internet) em todas as escolas e lutar para que estas tenham estudos tanto de 1º como de 2º graus. No quesito transportes, Oronão vai requerer melhorias no sentido de escoar os produtos das aldeias para a cidade sem que os mesmos cheguem a se estragar pela falta ou lentidão no serviço.

Muito à vontade em sua nova empreitada, Joel Oronão finalizou a entrevista dizendo que vai reivindicar por recursos para implementar novas técnicas de cultivo para garantir a subsistência dos povos das aldeias e lutar para que estes tenham mais atividades culturais tais como as Olimpíadas das Selvas, campeonatos inter-aldeias, construção de ginásios poliesportivos etc. “Vou ter que brigar junto aos órgãos públicos lá de Brasília e até do Banco Mundial, se for preciso, para dar maior liberdade para desenvolver as atividades econômicas e culturais em nossas tribos com o intuito de progredir e prosperar”, conclui Oronão.

Um comentário:

Patuléia disse...

Palhaçada...
Quando convém (para mamar nas tetas da União, ficar vagabundando e ter acessos a verbas, p. ex.) querem ser índios.
Mas querem Posto de Saúde (e o Pajé?), internet (e o sinal de fumaça?), futebol e cachaça.
Vender a madeira e quaisquer minerais da reserva eles acham que podem também.
Vão trabalhar, cambada de vagabíndios!!!!