A Câmara de vereadores de Guajará-Mirim outorgou na noite da última terça-feira (07) através de indicação da vereadora Marileth Soares (PT) , o título de Cidadã Honorária deste município à senadora Fátima Cleide. Esta comenda de honra é dada às pessoas que por seus relevantes serviços prestados, muito fizeram em prol da construção e desenvolvimento de Guajará-Mirim ou que lutaram e uniram esforços e empreendimentos por meios de emendas e projetos para conseguir recursos para nossa cidade.
Na ocasião da entrega, a senadora comentou de forma singela que este título deve-se muito mais pelas virtudes da vereadora Marileth do que pelas dela mesma. Disse ainda a parlamentar da Câmara alta de Brasília que Guajará-Mirim é uma terra que possui uma enorme vocação e potencial para o desenvolvimento apesar das dificuldades que nela existem. “Guajará-Mirim hoje ganha uma humilde cidadã, uma “beiradeira” (sic) que promete brigar com unhas e dentes para tirar esta cidade do atraso e do marasmo em que se encontra”.
Fátima Cleide nasceu em 1.960 em Porto Velho. Seu pai era mestre de obras e sua mãe, vendedora da Avon, gente típica da nossa terra então. Ela mesma já fez bijuterias para vender nas feiras, estudou até o segundo grau em Rondônia, pois na época ainda não havia universidades por estas bandas. Teve que sair pra fora para se formar em letras e uma vez formada virou professora.
Sua iniciação política se deu através da luta sindical e do movimento dos servidores públicos. Da luta sindical, Fátima pulou para o movimento das mulheres e para outras frentes comunitárias. Em 1.989 decidiu apoiar Lula para presidente e a partir daí aderiu de vez às hostes do Partido dos Trabalhadores. Em 2.002 saiu candidata ao senado por este emblema e foi disparada a mais votada entre 17 candidatos que concorreram. Obteve 234 mil votos contra 210.000 mil do segundo colocado, Valdir Raupp, que tinha a seu favor o fato de ser governador e controlar a máquina do Estado. De lá pra cá, esta mulher de respeito vem acumulando a simpatia e a confiança da gente deste Estado que hoje em dia ainda padece daquela imagem de faroeste onde impera a lei do mais forte e o poder do dinheiro que compra tratores, motosserras, armas e capangas, e que em última instância financia o banditismo político.

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