Mal iniciou o ano letivo e já tem gente merecendo levar nota zero. Tanto nas escolas estaduais como nas do município, vazamentos e goteiras estão na ordem destes dias chuvosos. Afora isso, há problemas de infiltração nas paredes, portas arrebentadas ou sem fechaduras, salas de aula com buraco no teto, forro infestado de ratos, aranhas e morcegos, muros rachados e em vias de desabar a qualquer momento, falta de carteiras, falta de professores, falta de merenda e material de limpeza, tudo isso continua. É desmazelo. É desrespeito. Fica além disso aquela sensação só porque se trata de serviço público nada precisa ser bem feito, nem funcionar pra valer. Se o professor vive faltando, por que o aluno não pode matar a aula? E o pior é que todo ano é a mesma coisa. Nesse assunto, prefeitura e governo estadual dão um show de repetência.
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A dengue é a praga do momento. É de todos sabido que uma das mais graves carências da população é a falta de saneamento básico. Não pela falta de iniciativa, mas porque os investimentos às vezes tem que obedecer à critérios políticos e não técnicos. Também é fato sabido que na distribuição de responsabilidades para dar fim a esta epidemia, o Estado entra com os recursos materiais, cabendo aos municípios dar combate ao mal, socorrer as vítimas e estabelecer medidas de prevenção. Não se sabe se todos os municípios estariam preparados para isso fazendo o controle da campanha, até porque de nada adianta cada prefeitura cuidar de sua jurisdição, pois o Aedes Aegipty não sabe onde ficam os limites entre os municípios. No caso de Guajará-Mirim, a coisa se complica ainda mais porque fazemos fronteira com a Bolívia e não temos “norrau” de momento para saber se está havendo ou não um programa de prevenção desta moléstia do lado de lá. Como evitar, por exemplo, que o mosquito saia de Guajará-Mirim para levar sua maldade para a cidade vizinha de Guayarámerin e vice-versa?
A atribuição de tarefas diante da dimensão dos problemas deve ser repensada no sentido de se fazer uma prevenção em conjunto tanto aqui como no país vizinho. Entre a enfermidade e a cultura, já dizia o “velho deitado”, não deve existir fronteiras.
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Uma coisa que parecia impossível acabou acontecendo na mídia guajaramirense. Ricardo Vilhegas e Ronivon Barros conseguiram se superar. O programa “Tribuna do Povo” da Rádio Educadora está sensacional e imperdível. Supera a todos os que se aventuram por este horário (tem uns que até causam desconforto tamanhas sandices e bazófias que tentam emprenhar no ouvinte). Muito bom o formato, a dinâmica, os enfoques e as entrevistas de ótima qualidade. A quantidade de cultura e informação que o público ta recebendo é muito alta. Este é o diferencial de quem sabe fazer jornalismo levado à sério daquele feito nas coxas, quase sempre à custa de deboches, chalaças e pilherias soezes de péssimo paladar. Parabéns também ao diretor técnico e de programação da emissora Primeira do Vale, Ivan Mendes pelo novo designer radiofônico. Em tempo: o site www.radioeducadoraam.com.br está à toda e 24 horas atualizado.

Um comentário:
É... a educação (ou a falta dela) está em tudo.
Desde os atos de vandalismo nas escolas até na proliferação da dengue, que é uma doença típica de povo subdesenvolvido e sem um mínimo de educação.
Ah... Gostei da dica: o site da rádio educadora.
Muito bom!!!!
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