terça-feira, 20 de novembro de 2012

ENTRE A TRANSIÇÃO E A POSSE

É de todos sabido que o prefeito eleito Dúlcio Mendes vai ter que encarar uma tarefa das mais difíceis de sua vida ao assumir a Prefeitura de Guajará-Mirim em janeiro de 2013. Não se sabe até o momento a dimensão dos problemas que se amontoam a cada dia, mas segundo informes deste escriba, o rabo de foguete que o prefeito eleito vai ter que segurar parece ser bem mais rabo e menos foguete do que imaginam aqueles que mais imaginam. Conversas informais que este jornalista mantém com pessoas ligadas à administração Atalíbio Pegorini dão conta da descomunal inoperância e vazio de poder, da casa onde ninguém sabe quem é que manda e quem tem voz ativa. Dúlcio Mendes e sua equipe, neste momento já devem estar sabendo que o “trabalho de Hércules” que vão ter que executar para deixar as coisas e os negócio nos “trinques”, deverão exigir no mínimo seis meses de total esforço contínuo.


A equipe do prefeito eleito primeiro vai ter que se debruçar sobre o controle dos gastos públicos, receitas, despesas e também dos projetos relativos aos setores da Educação, da Saúde, limpeza pública, coleta do lixo urbano, praças e áreas de lazer, espaço verdes (que a cidade não tem projeto nenhum), calçadas, meio-fios, saneamento, drenagem das águas pluviais, sistema viário, sinalização do trânsito, estradas vicinais, programas e propostas para a melhoria do fluxo e do comércio na feira municipal, mercado público, comércio informal, etecéteras…


Qualquer guajaramirense hoje sabe de cor os problemas da cidade, o tanto que tem sofrido nos últimos 20 anos de lentidão e atraso sócio-econômico. O prefeito eleito vai precisar de imensa força de vontade para arrumar as coisas e coragem de encarar estes problemas. Mas antes de mais nada também vai ter que tomar decisões de enorme impacto social, tais como disciplinar o serviço de moto-taxistas, melhorar o sistema de licitação, investir mais em políticas públicas, investir na cidadania, trabalhar na melhoria do atendimento na máquina gestora e na valorização dos direitos e deveres do cidadão.


Se o prefeito Dúlcio Mendes conseguir realizar metade destas sugestões, tenham certeza que já haverá um desejo sincero de ajudar, o que de certa maneira também já vai ser um motivo para merecer o respeito da população. A população já está cansada de disse-me-disses, de intrigas, de jogo rasteiro e de fuxicos levadas a cabo por pessoas sem caráter que só objetivam a obtenção de benesses, maioria das vezes bancadas pelo próprio munícipe. O cidadão comum quer resultados práticos e serviços públicos que lhe atenda com qualidade e eficiência.


Pelo exposto é que Dúlcio Mendes deverá, independente de batalhas políticas ou judiciais que já estão perdendo o sentido, até porque as guerrilhas e pelejas da campanha já se encontram em fase terminal, procurar melhorar a vida de todos os guajaramirenses que hoje sobrevivem numa cidade ao abandono, refém de intrigas e picuinhas políticas, cheia de carências sociais, maus serviços prestados à população, Saúde na UTI, Educação falida, comércio às moscas, trânsito caótico ao extremo para uma cidade tão pequena, e falta de perspectivas para a juventude do município.


E isto é só o começo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PT, A CRUZ QUE CARREGO!

Acabei de receber citação judicial aonde o prefeito eleito pelo PT no último pleito municipal, através de seu advogado apresenta processo contra este escriba por conta de críticas perpetradas durante a campanha. Nesta última campanha sofri tudo quanto é tipo de sacanagem por parte de filiados ao PT. Desde crimes cibernéticos até ameaças de morte. Como se tratava d
e campanha, acabei deixando pra lá. As campanhas passam, as pessoas ficam. Não procurei a Justiça porque acho que a Justiça tem coisas mais importantes para resolver. O aparato judicial não quer se ocupar com fuxicos, disse-me-disses, tricas e futricas. Tanto é verdade que seu código de ética aconselha a rábulas e advogados evitar este tipo de confronto.

Apesar de humanos, seres quase perfeitos, também estamos sujeitos ao erro. Podemos cometer nossos atos falhos, mas também devemos ter coragem para assumir nossas imperfeições. Reconheço que carreguei na tinta e cometi alguns excessos em um ou outro artigo que escrevi para este Standard e que talvez tenha causado afetação ao suscetível sensório do prefeito eleito. Peço desculpas, mas não me arrependo. Ora! Sou jornalista e não jurista ou tribunal. Se for para pesquisar o que o jornalista tem que escrever e o que não tem que escrever, o jornalista não irá escrever p#rra nenhuma!

Outra coisa: minhas críticas às pessoas públicas são puramente políticas. Nunca me referi a vida pessoal de quem quer que seja. Mas querem processar? Então processem o Diogo Mainardi que faturou às pencas com um livro cujo teor falava que o ex-presidente Lula não passava de uma “anta”. Processem o Reinaldo Azevedo que escreve para a revista Veja e está sempre mostrando através de laudos factíveis os podres do PT. Processem a própria revista Veja que todas as semanas denuncia as falcatruas, roubalheiras e sem-vergonhices do governo do PT. Processem a Folha e o Estado de São Paulo que todos os dias esparramam nas bancas as sujeiras e armações do governo petista. Processem também os jornais da televisão que detectam todos os dias alguma estripulia ligada à corrupção petista. E por último, processem os Ministros do Supremo Tribunal que estão mandando os bandidos do PT para a cadeia.

Acontece que PT se acha uma entidade acima do bem e do mal. Como medida de auto-defesa os petistas não aceitam críticas de espécie alguma e insistem ainda na tecla de quererem regular a imprensa de qualquer maneira. Sim, melhor manter o povo na ignorância. Manter o povo na ignorância era típico da época da inquisição em que se matava em nome de Deus e mandavam para a fogueira aqueles que se opunham ao “Stablishment”. Existe uma cruzada da “Santa Igreja” petista em Guajará-Mirim?

Neste momento só a grandeza de espírito e a coragem de enfrentar esta situação é que estão fazendo com que este escriba ainda mantenha a dignidade de encarar a vida e sustentar sua inocência. A ditadura acabou faz tempos. Nesta terra-brasilis existe uma coisa que se chama Lei de Imprensa e liberdade de imprensa. Vivemos numa democracia e por este motivo tenho plena confiança na Justiça.

Last but not least, é possível também que este processo tenha morte prematura, pois o PT, além da sevícia carnal pelo poder, também tem múltiplos orgasmos sádicos ao intimidar aqueles que lhes contrapõe.

domingo, 21 de outubro de 2012

EM DEFESA DO LIVRE COMÉRCIO

Ao dia seguinte à aprovação do Governo Federal através de portaria que incentiva a criação de “Free-Shoppings” em cidades gêmeas ou “co-hermanas”, apareceu a notícia nos programas policiais do rádio, da apreensão de mais de 350 litros de combustível oriundos da Bolívia, por parte da operação-conjunta hoje atuante na cidade e que engloba Polícia Federal, Recei
ta Federal e Exército. Existem coisas que só acontecem em Guajará-Mirim porque aqui todo mundo aceita tudo quanto lhe é imposto goela-abaixo calado. Apenas alguns notáveis são os que levantam a voz contra aquilo que não acham correto.

É de todos sabido que a nossa vida econômica se acha ligada ao comércio com a Bolívia, mas de vez em quando a Receita Federal e a Polícia Federal parecem oporem os maiores embaraços a este intercâmbio pelo porto de Guajará-Mirim. Caberia ao Governo Federal incentivar o comércio exterior e não o contrário. Até parece que para a Receita e a Polícia Federal todos os guajaramirenses são mafiosos do tráfico de cocaína em potencial ou no mínimo têm voz ativa na alta bancada do baronato do pó. Hoje o excesso de zelo por parte destas agências estatais são o maior culpado pela situação de estagnação pela qual passa Guajará-Mirim. As operações que só aparecem em G. Mirim para arrochar o comércio com impostos e excesso de fiscalização, além de criarem embaraços, também aditivam obstáculos ao máximo ao comércio “formiga” com a Bolívia que mais atrapalham do que contribuem com o progresso da Cidade Pérola.

Em matéria de economia, a política que se pratica nos países do primeiro mundo tem como fator primário vitaminar o mercado interno sem procurar reduzir o mercado externo. Até porque o comércio exterior funciona como bússola para impulsionar o progresso e o desenvolvimento, além de agitar as finanças locais. É uma aberração afirmar que o comércio entre fronteiras diminui o índice de qualidade de vida da população. Pelo contrário. Dificulta a ganância de algumas empresas locais em adquirir altas vantagens lucratícias. Pra compensar, o “contrabando”, se assim preferem se referir ao comércio entre países, dá um respaldo do “cacete” para a atração de capitais. O vendedor de gasolina da Bolívia fatura aqui e também gasta aqui aquilo que dará sustento para sua família do outro lado da fronteira. O acordo bi-lateral subscrito por ambos os países conforme decreto á época das primeiras entradas e bandeiras, faculta o livre comércio na fronteira. É só procurar nos alfarrábios.

Mas voltando às boas notícias. Após a regulamentação dos “Free-Shoppings”, as empresas que quiserem se instalar na cidade irão concorrer em pé de igualdade com a precificação hoje vigente no comércio da Bolívia, ao contrário do colapso sócio-econômico que estagnou a cidade e que acabou deixando um pacote de dívidas para empresários que tiveram participação na bolsa de apostas da Área de Livre Comércio e cujos resultados todo mundo conhece: desemprego, inadimplência, empresas com saldo negativo na últimas, quebradeira, falência, medo do futuro, finanças e ativos podres, aumento da violência, miséria e pobreza na despenca ladeira abaixo.

Last but not least, é preciso que se repise na tecla que a ampliação deste espectro se observa até os dias de hoje.

domingo, 14 de outubro de 2012

APESAR DOS PESARES

Uma vez passada a celeuma das eleições municipais, faz-se necessário que se desmontem os palanques, desarmem-se os espíritos e que se deseje sucesso aos novos eleitos, prefeito e vereadores, nesta empreitada que irão encarar a partir de 2.013. A campanha acabou. Agora só nos resta esperar para ver o que vai acontecer.

Nem sempre o candidato que tem a maior votação é o candidato com mais preparo e “metié” político para gerenciar a coisa pública. No caso destas últimas eleições para prefeito, isto é fato. O prefeito eleito é um neófito e apático em “norrau” técnico para o comando da cidade. Esta é a minha opinião. Medíocre, mas cheio de boas intenções, o Doutor Dúlcio Mendes não convence ninguém que tenha um pouquinho que quer que seja de massa cinzenta. Um deserto de idéias. O problema é que a maioria da população votante não está nem aí para a questão política, não acompanha o trabalho do prefeito e vereadores, é alienada e só se interessa por futebol, novelas e pelas festas nos casarões de forrós nos fins de semana. O povo já se acostumou tanto a esta anestesia que nem enxerga o quanto é incapaz de divergir. Diferente de quem tem “norrau” íntimo da causa e seus efeitos nocivos.

Mas independente do resultado das urnas, faz-se necessário também superar este caráter sectário e emocional da política e procurar enxergar as coisas de maneira racional e consciente como um todo. Se o povo que elegeu Dúlcio Mendes exige mudanças, este seria obrigado a tomar decisões radicais para que mudanças ocorram. Mas primeiro e antes de mais nada, Dúlcio Mendes vai ter que se afastar daqueles que hoje penetram as entranhas da má-afamada aliança que acabou vencendo as eleições e cujos interesses é somente ocupar cargos de influência para fazerem destes cargos um campo minado para que se instale o caos na coisa pública. Da mesma maneira que aliados de boa reputação beneficiam uma administração, outros podem prejudicar esta mesma administração pelo fato de estarem com sua avaliação no “vermelho” com a sociedade.

Para ajeitar as coisas na cidade, o prefeito Dúlcio Mendes vai ter que projetar um vasto conjunto de reformas. O prefeito vai ter que se rebolar para descobrir as necessidades urgentes e canalizar os recursos para os setores de mais precisão, sejam eles a Saúde, a Educação ou a infra-estrutura urbana. Hoje é preciso criar incentivos a fim de transformar a cidade num pólo regional de geração de empregos. É preciso também melhorar as vias de acesso para que os colonos possam escoar seus produtos e também fazer com que estes produtos obtenham tecnologia de agro-indústria.

E mais: o prefeito vai precisar elaborar um plano diretor para a cidade, investir no setor primário, explorar mais o turismo, incentivar a cultura, esporte e lazer, transformar a cidade num canteiro de obras, fazer melhorias sociais, alavancar o comércio que hoje encontra-se às moscas, atrair empresas e indústrias de fora que queiram investir na cidade, construir novos postos de saúde informatizados e com atendimento a contento, enfim, fazer de Guajará-Mirim uma cidade em que todos possam se sentir seguros em seus empregos e posições sociais.

Portanto, apesar dos pesares, sucesso ao novo prefeito Dúlcio Mendes!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

POLÍTICA E DEMAGOGIA

O Candidato a prefeito de Guajará-Mirim pelo PT, Dúlcio Mendes, se vangloria quando discursa para sua camarilha, que deixou dinheiro sobrando na Saúde. O problema é que em sua época como secretário da pasta, sobrando dinheiro na Saúde, faltavam remédios, médicos, atendimento a contento e também equipagem necessária (UTI, aparelhos de urgência para primeiros socorros etc...) para se resolver um caos que se arrasta desde aquela época até hoje em dia. Na acepção lógica da palavra, o que Dúlcio Mendes fez na saúde significa nada mais nada menos que mau uso do dinheiro público. Ora! Se havia dinheiro em caixa, este montante era para se investir na infra-estrutura do hospital e dos postos de saúde com material de higiene, seringas para injeções, gaze, esparadrapo, ataduras, mercúrio-cromo, mertiolate, Voltaren, Captopril, Cibalena, Lacto-purga, Xarope Imaculada Conceição e não para fazer poupança.

À primeira vista o Dr.Dúlcio Mendes aparenta ser um cara honesto, da boa paz e cumpridor de seus deveres e obrigações, mas esta fachada de inteireza moral e ética vão por água abaixo quando aparecem denúncias advindas de fontes fidedignas, de fraudulências e compadrio na coisa pública, entre as quais o mal afamado nepotismo. Sim, Dúlcio Mendes, enquanto secretário de saúde, segundo estes informes, catapultou para cargos de comissão sua então nora à época, a senhorita Dounia Bouchabki e sua consorte, a senhora Ester Mendes. Tal atitude, se for verdade, contraria e muito seu status de pessoa séria, honesta e ilibada. Afinal não se pode apregoar valores que na verdade não se pratica.

Circuito técnico, todos sabemos que Dúlcio Mendes possui. Agora outro gravíssimo problema é que com a companhia dos tranqueiras e malas-sem-alças que lhe fazem cortejo, estes circuitos se transformam numa bomba-relógio. Com receio de levarem pau nas urnas estes tranqueiras atropelam protocolos de campanha, encenam factóides e dão partida para um jogo rasteiro bem típico dessa gentinha, baixando assim o capital político de seu candidato. Sem nenhum respaldo político perante o público, muitos desses tranqueiras só tem interesses em cargos, barganhas e benesses através do poder de votação que eles cegamente acreditam que possuem.

O cidadão Dúlcio Mendes possui ainda em Guajará-Mirim algumas construções e terrenos que hoje se encontram em completo abandono, à mercê das intempéries da natureza, ao sol e chuvas ocasionais, entregue ao Deus-dará. Conforme se pôde confirmar nos mapas da Prefeitura, uma casa em ruínas que se localiza na Avenida Costa Marques, ao lado da Pestalozzi e dois terrenos na Avenida 15 de novembro, bem ao lado da Caerd, pertencem à Dúlcio Mendes e sua esposa. Estes terrenos estão tomados pelo lixo e pelo matagal enfeando a paisagem e de maneira a favorecer a atuação de marginais e a proliferação de ratos, insetos e animais peçonhentos como cobras e caranguejeiras que transformam estes locais em um enorme foco de doenças como leptospirose, peste bubônica, doença de chagas, dengue, malária e micoses diversas.

Resumo da ópera: se este cidadão não consegue nem arrumar a sua própria casa, como é que almeja arrumar a cidade e melhorar a qualidade de vida de seus munícipes? Não! Parei contigo!