quarta-feira, 2 de março de 2011

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

O Governo Confúcio Moura está pondo em alvoroço tanto o chamado povão quanto à elite “bem posta” na vida deste promissor Estado. Mas isto era de se esperar de uma administração que está mostrando a cara, ouvindo a população, fazendo anotações de diagnósticos e buscando soluções a curto e médio prazo. Foi exatamente isto que o Governador e comitiva do Estado fizeram quando por aqui passaram no início de fevereiro último.

Sim, porque até então, nas conversas de rotina com pessoas de todos os segmentos da sociedade, desde o mais humilde cidadão até ao intelectual de boteco, o que se percebia era que o nosso povo andava meio perdido, sem saber o que fazer e nem por onde começar. Esta confusão mental era conseqüência dos descalabros de várias administrações que transformou Guajará-Mirim numa nau sem rumo e comando sob seguidos temporais e cujas nuvens espessas não permitiam que a população pudesse enxergar um porto seguro. Nos últimos vinte anos, a maneira acomodatícia dos diversos prefeitos que se passaram, em combinação com a atitude de desprestígio do Governo estadual em relação à cidade, contribuiu sobremaneira para a continuação do marasmo e do atraso social em Guajará-Mirim.

A oficina de estudos, debates e discussões que se fizeram realizar em fevereiro em Guajará-Mirim, esteve focada nas expectativas de todo o povo da Cidade Pérola. Esta oficina teve como objetivo procurar alternativas viáveis para o desenvolvimento da nossa região, soluções para melhoria de vida e auto-estima da população e projetos de mudanças sociais. Partindo de um contexto voltado para o diálogo e para o entendimento, é que o Governador Confúcio Moura resolveu promover este encontro com Prefeito, vereadores, deputados, secretários estaduais e municipais, Associação Comercial, Universidade, líderes de bairros e população em geral com o objetivo de que juntos buscassem uma visão global da situação com vistas a facilitar o processo de diagnóstico e quem sabe encontrar melhorias para o povo de Guajará-Mirim.

No recente contato que manteve com a representação política desta cidade, Confúcio pôde sentir “in loco” uma certa frustração e angústia por parte da chefia do Executivo municipal na condução de alguns problemas e questões administrativas. Também pôde observar que muitos desses problemas não possuem a dimensão que os retrate como sem solução. Segundo a ótica do Governador, estes entraves não passam de pequenos gargalos que impedem um bom desempenho na administração pública municipal.

Como um bom médico, Confúcio Moura procurou acalmar os ânimos dos pacientes guajaramirenses à beira de um ataque de nervos e ainda sob humores putrefatos de tiranos e pilantras ocultos; e sabendo da convalescência da ganância infecciosa que acabou deixando Guajará-Mirim neste estado de caos, deixou uma mensagem positiva. Disse que em pouquíssimo tempo nossa cidade estará pronta para retomar o caminho do progresso e que não devemos nos preocupar, porque mudanças reais e efetivas deverão chegar logo logo e que devemos manter a confiança tantos nas propostas e projetos como nas mentes e corações.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

AINDA É CEDO

Em todos os recantos da cidade já fervilham a cada dia com mais freqüência, as especulações acerca das eleições municipais de 2.012. Conjeturas de todas as espécies costumam costurar as conversações a respeito de virtuais candidatos ao pleito que deverá decidir quem será o próximo Prefeito de Guajará-Mirim. Nomes aos montes, alguns já conhecidos e outros que ainda soam estranhos aos ouvidos do povão.

Neste festival de análises uma coisa é unânime: a insatisfação geral com a atual administração municipal. Também pudera! Hoje em dia é público e notório que as alianças políticas que puseram esta administração no patamar gerencial da cidade, acabou se desfazendo após seis meses de comando. Hoje o prefeito está só e isolado e a cidade entregue aos próprios infortúnios. Espera-se daqui por diante que isto sirva de lição para que o nosso povo aprenda a votar em candidatos mais compromissados com os anseios populares, porque aqui sempre acontece de o povão votar nos candidatos bancados pelos coronéis com alto poder de grana ou marketing e depois lamentam quando estes tipos, uma vez eleitos, lhes viram as costas. Ainda bem que a reeleição de Atalíbio Pegorini, ao menos nestas conversas informais, está fora de cogitação.

Quanto à nominata, esqueçam as já passadas e arcaicas peças da política local como Isaac Bennesby, Dedé de Melo, Cláudio Pilon, Almir Candury, Dúlcio Mendes e Vanderlei Oliveira. Os tempos mudaram. Em sua ânsia por mudanças concretas e até radicais, o povo hoje em dia só ventila novidades como CTM, Dr. Igor Cavalcante, Rodrigo Nogueira, Dr. Oliveira do DNIT, Dr. Venceslau, Valsiro Pedro, Profª Cristina França (?) Dorosnil Alves (?) e outros. Eis o somatório deste circo de vaidades.

O que dá para perceber pela aparição de algumas figuras, é que a sociedade guajaramirense está cansada de esperar por melhoras que nunca vêm e de votar nos políticos de profissão que nunca criaram um parafuso sequer, mas que sempre tiveram tudo de mão beijada na vida. O povão que elegeu políticos deste naipe nesta cidade acabou virando “cliente” do menino prodígio, da esposa dele, da amante, etc. E virando “cliente” sem “direito à fatura”. Pra resumir: sem direito a exigir após as eleições, boas escolas e bons serviços na cidade. Tinha direito à saúde gratuita. Mas desde que chegasse no Posto às cinco da matina e que ficasse na fila de espera por uma vaga. Talvez fosse este tipo de coisa que por mais de vinte anos desestimulou algumas pessoas de bem a pleitear uma vaga a qualquer cargo eletivo em Guajará-Mirim.

Então o culpado desta situação se perpetuar em nossa cidade, maioria das vezes é o próprio eleitor que vota nos políticos chegados a conchavos e gambiarras e que não estão nem aí para os interesses coletivos, questões administrativas e até mesmo para a política em nível superior. Por isso, daqui por diante é bom tomarmos cuidado com o discurso deste ou daquele eventual pré-candidato.

Como bem disse o vereador Célio Targino semana passada: “Ainda é muito cedo para se especular sobre uma eleição que só irá ocorrer no ano que vem”. Porém, esqueceu-se CTM de ressaltar que esta é a época em que no intuito de arrancar votos, mais se procura realizar, embora o que se realize é quase sempre feito nas coxas da enganação. Em suma, abocanha-se o voto através de obras de fachada.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CTM PRIORIZA TRABALHO NA CÂMARA E COMPROMISSOS COM OS INTERESSES DO POVO

Hoje muito bem cotado entre os atuais virtuais pré-candidatos a Prefeito de Guajará-Mirim no pleito de 2.012, o Presidente da Câmara Municipal, Célio Targino, prefere manter cautela em relação às especulações de bastidores. “É claro que a cidade, dado o atual momento político e administrativo que ora atravessa precisa de alguém para aprumar a sua bússola e coloca-la nos eixos corretos. Mas por outro lado, ainda é muito cedo para se falar numa candidatura a Prefeito que só vai ocorrer o ano que vem. Até 2.012, muita água irá rolar Rio Mamoré abaixo, e por enquanto nosso trabalho estará voltado para o Legislativo; e somente por este motivo é que qualquer especulação de campanha para 2.012 em relação à minha pessoa estará focada na reeleição para vereador desta Casa de Leis”, afirmou o Presidente.

Apesar do recesso legislativo, o presidente da Câmara continua no batente. Todos os dias, na sala presidencial do Palácio Tancredo Neves, dá expediente, despacha e recebe pessoas de todas as classes e segmentos sociais. Nas pesquisas informais e conversas políticas, o seu nome sempre aparece como um dos mais prováveis para assumir a Prefeitura em 2.012. Buscando sempre estar antenado nos assuntos de interesse da sociedade guajaramirense, CTM hoje conta com um naipe de assessoria muito bem formada, e que lhe coloca a par todos os dias, através de números e estatísticas, de tudo o que se passa nos recônditos políticos do município

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MOMENTO DE CLAREZA

2.010 foi um ano de turbulências. Como costumo rir de minhas próprias desgraças, acho que como um cara de esquerda, comecei o ano com o pé esquerdo e encerrei com o pé mais à esquerda ainda. Comecei o ano passado com um problema de cara com um ser cavernícola, tosco, cru e brucutu, e a quem um dia minha casa já esteve de portas abertas, e acabei o ano vivendo da ajuda de amigos que me consideram e o qual não posso deixar de agradecer: CTM, Minerva Soto, Sérgio Bouez, Helio Dimanas, Paulo Medeiros, Clóvis Everton, Toninho Nogueira, Dr. Igor Cavalcante, Dome Araújo e o magnânimo Coronel Matos. À estas pessoas que sabendo de minha situação, deram aquele empurrão, meu muito obrigado. Às vezes vale a pena experimentar a ingratidão até encontrar seres humanos que sejam gratos.

Mas não era sobre isso que eu tava querendo falar na crônica de hoje. Não! Hoje pra mim é um dia especial e sobre o qual gostaria de compartir com os amigos leitores. O objetivo aqui hoje é fazer um balanço de tudo o que foi vivido nestes 44 anos de passagem por este universo de circunstâncias. Mas primeiro gostaria de aproveitar para pedir perdão à minha família pelo fato de não ter vencido na vida e por ter sido incapaz de ganhar dinheiro. Como eu gostaria de poder abraçar minha mulher e meus filhos e dizer que estou sofrendo por eles. Como gostaria de abraça-los e pedir-lhes desculpas pelos fracassos de minhas empreitadas nesta vida f#dida, ou ao menos lhes colocar a par do inútil que foi minhas batalhas, mas que nem por isso podemos deixar de batalhar, apesar da certeza das cacetadas da vida.

Sub-burguês traído pelo contrato social, mas com todos os grandes e pequenos vícios da burguesia, uma vez que todas as alternativas que me oferecem são alternativas burguesas, acho que jamais vou conseguir afastar de mim este remorso circunstancial. E do jeito que a vida quer vou seguindo aos trancos e barrancos, errando aqui, quebrando a cara ali e tocando em frente. Acho que hoje eu diria para meus filhos o seguinte: “Gostaria de ter sido aquele paizão amigo que poderia... olha, que poderia... ora, sei lá c#ralho... o pai que eu deveria ser”.

Outro dia repreendi um amigo que resolveu virar hippie depois dos 40 e recebi uma lição de moral que nunca mais vou esquecer: - Mas quem é você pra falar da minha maconha com este copo de cerveja na mão? No mesmo instante saquei que havia dado uma ratada. Ele me chamara de hipócrita e estava com toda razão. Uma vez posta nua e crua a verdade, escancarou-se o problema da hermenêutica: um oceano de remorsos submergiu-me à consciência. Comecei a desenhar meu auto-retrato: Arrogante? Sou. Boçal? Também. E metido à besta, pedante, vaidoso, invejoso, ansioso, nervoso, imoral, pervertido, anti-social, mal-educado, pessimista, preguiçoso, raivoso, mesquinho, ignorante, cheio de exaltação própria e chegado num goró, biritado, bêbado. Rapaz, quando me deparei com a fotografia, me assustei com a imagem. Tô f#dido! Como é que vou superar este exército maligno e negativo que habita em mim? Eu desisto!

Hoje estou pagando pelos meus pecados. Fracassei em tudo que tentei na vida, mas ainda assim continuo achando que estes fracassos são minhas vitórias, uma vez que eu iria detestar estar no lugar daqueles que me venceram.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O LADO OBSCURO DA RECEITA

Aos olhos da sociedade a Receita Federal é tida como um órgão que arrecada, fiscaliza e caça aqueles que sonegam o fisco. Mas no reverso da moeda esta mesma instituição se acha cercada de vários escândalos de corrupção Brasil afora. Papéis e processos que dão chá-de-sumiço nos porões internos da Delegacia da Fazenda, venda de facilidades, recebimento de propinas, extorsão, achaques, desvio de cargas e outras irregularidades fazem parte do pacote de escândalos que contribuem a cada ano que passa para que a imagem desta instituição fique cada vez mais manchada.

Investigações sobre hábitos estranhos de agentes do fisco em serviço sempre acabam trazendo à superfície coisas cabeludas, como a recente prisão de fiscais da Receita no aeroporto de Cumbica em São Paulo, onde descobriu-se um esquema de fraudes e desvio de produtos que causaram um prejuízo previsto em 50 milhões de Reais.

Em reportagem do O Estado de São Paulo em Foz do Iguaçu, apurou-se que a presença da Receita é quase simbólica. A matéria relata que alguns “turistas” trouxeram uma montanha de mercadorias como “objetos pessoais”. Ora, objetos pessoais são as coisas que a pessoa usa e não aquilo que se compra no exterior com intenção de vender por aqui. Quando um fiscal da Receita deixa passar um sacoleiro com mercadoria além do que a cota lhe permite, sob a rubrica “objetos pessoais”, seria muito mais honesto tirar a fiscalização da Alfândega e deixa-la aberta para a entrada e saída dos sacoleiros. Outra devassa também já ocorreu na Zona Franca de Manaus onde tempos atrás uma auditagem apurou que qualquer coisa passava pelas pernas dos agentes fiscais.

O número de funcionários da Receita suspeitos que já foram para a rua impressiona. E isto fora os que estão sob investigação. Se for para anotar todas as historias recentes e passadas da Receita Federal num conjunto, este órgão vai parecer mais varado que uma peneira. À época de FHC, o então Secretário Everaldo Maciel chegou a lamentar para sua assessoria que só não autorizava um afastamento em massa dos fiscais do Rio de Janeiro porque não tinha como substituí-los.

Segundo tópico de uma revista semanal de grande circulação à nível nacional, entre entidades que representam os próprios fiscais, comenta-se que a cada dois agentes do fisco, pelo menos um já havia praticado alguma irregularidade ou tomado conhecimento dela sem denunciá-la. De acordo com a revista, a principal dificuldade de processar fiscais é que eles se protegem uns aos outros. Na Receita impera a Lei do silêncio.

Em Guajará-Mirim, comenta-se em algumas esferas que existem indícios de ligações suspeitas entre um ou outro agente fiscal, sacoleiros, empresários, donos de portos e transportistas. Pessoas exigem que se faça alguma coisa, ao mesmo tempo em que se esquivam de mostrar a cara. A Coluna Almanaque faz jus à ética jornalística e portanto não dá crédito para este tipo de denúncia. Mas, uma vez dado o espectro à nível nacional, seria de boa envergadura que medidas fossem tomadas nesta sucursal fazendária (ciclo de palestras, jornada de estudos e debates), a fim de precaver eventuais casos de corrupção em suas entranhas.