Comerciantes da Avenida Dr. Leverger nos bairros Liberdade e Próspero tem reclamado da falta de atenção por parte da Secretaria de Obras para com aquele corredor mercantil. Segundo se pôde apurar, o comércio na região vem sofrendo prejuízos muito acima do previsto para esta época do ano devido à falta de manutenção e reparos das vias de acesso àquele setor empresarial. Inúmeros buracos na pista, enormes crateras e imensas lagoas de águas empoçadas formadas pelas chuvas constantes estão na ordem do dia. O trecho onde a situação fica mais crítica começa na confluência com a Avenida dos Seringueiros, que tem como referência a Comercial São Pedro e se estende por até 100 metros adiante do folclórico “Bico de Avião”, onde acaba a via de asfalto. Em entrevista para O Mamoré, o comerciante Carlinhos Souza, dono da Casa de Carnes Favorito, reclama que por causa da inoperância ou carência de estrutura da atual chefatura da Secretaria de Obras, hoje não há condições de tráfego na referida avenida, coisa que impede o trânsito de pedestres e ciclistas, clientes em potencial. “O movimento comercial reduziu a mais da metade gerando prejuízos para o comércio em geral, já que as despesas de praxe com funcionários, encargos sociais e impostos fiscais continuam a obedecer os mesmos critérios, com ou sem movimento”, ressaltou o empresário.
sábado, 30 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
PREFEITURA SANCIONA LEI EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE E DAS QUESTÕES SOCIAIS
No dia 30 de dezembro de 2.009, o Prefeito Atalíbio Pegorini declarou de utilidade pública a Associação Amigos da humanidade e do meio ambiente, Ong sem fins lucrativos e que tem por finalidade trabalhar na área de esportes, lazer, cultura, turismo e cursos de capacitação e assistência social aos povos carentes e dependentes químicos e alcoólicos de forma a promover segurança e dignidade ao ser humano e ao meio ambiente preservando a natureza na segurança alimentar de nutrição com pessoas capacitadas para os devidos fins a que se destina o programa da instituição
Esta recém-nascida entidade visa dar uma melhor oportunidade para as camadas ditas sociais mais baixas, que devido a falta de espaço e inexistência de políticas sociais mais voltadas para a infância e a adolescência acabam por produzir efeitos drásticos na sociedade, uma vez que elas não podem arcar com alternativas de ensino, esporte, educação artística, lazer e entretenimento. Uma vez posta em vigor o decreto que declara legal o estatuto desta entidade, a instituição espera que a sociedade como um todo participe de forma atuante no trato consoante às questões do menor e do adolescente assim como o respeito ao Meio Ambiente..
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
APROVADO P.C.C.S DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL
A arte da negociar apareceu em todas as nuances durante a votação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos professores da rede municipal que aconteceu no dia 29 de dezembro às 09:30 horas no plenário da Câmara Municipal de Guajará-Mirim. Jogo de cintura, artimanhas e contorcionismo político por parte de quem tem experiência e traquejo naquela casa ao lidar com o interesse público e administrar conflitos, fizeram parte das discussões e do veredicto que aprovou por unanimidade a proposta.
A par dos graves problemas políticos e pedagógicos que permeiam a classe docente do município, através de reivindicações da categoria numa reunião que ocorrera um dia antes da votação, os vereadores se dispuseram a discutir os fatos, valorizar idéias e contribuir para acelerar o processo de sufrágio das comissões. Uma emenda foi apresentada de última hora, mas acabou sendo rechaçada pela maioria.
Uma vez aprovado o Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a batalha dos vereadores, segundo o Presidente da Casa, Célio Targino, seria lutar para que este plano seja posto em execução, que seja realizado. “É preciso dar melhores condições para que o professor trabalhe. É preciso também que se invista na formação do professor criando mecanismos em forma de concessão que permitam a discussão de pedagogias a fim de buscar sanar de vez com a baixa auto-estima e pouco prestígio que a classe do Magistério vem sofrendo há muito tempo”.
Entre os benefícios do P.C.C.S estão o piso salarial compatível com a função do professor na sociedade e a redução da carga-horária para 40 horas semanais, sendo 20 para planejamento e 20 em sala de aula, o que dará mais tempo para a reciclagem da classe e para planejar o trabalho em sala de aula, além da promoção de espaços para discussões interdisciplinares de relevância.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
QUE 2.010 SEJA BEM-VIND0!
Às vésperas do término do ano de 2.009, uma sensação de incerteza e vacilo ante o ano que ora se aproxima parece tomar conta de toda a gente de Guajará-Mirim, haja vista estes tempos de infortúnios e discursos vazios de políticos que foi o ano que vai nos deixando. Esta sensação se faz mais presente ainda quando se ouve vaticínios e achincalhes morais na imprensa local de quem empenhou a palavra frente aos palanques para apoiar a atual administração e passados seis meses depois tirou seu time de campo, jogando por água abaixo a tão propagada parceria com o Governo Estadual graças ao tráfico de influência de parte a parte.
Não vamos aqui entrar em detalhes sobre negociatas, acordos de campanha e nem fazer relatos sobre índices, números, porcentagens, datas, diárias e cifras da atual situação. O objetivo aqui é tentar explicar como estão as coisas. E as coisas vão muito mal. A nossa situação política e social é um quebra-cabeças sem tamanho, tanto é que se duvidar vai ser bem capaz da gente repetir mais um ano de sobressaltos.
Nossa cidade está cheia de carências básicas. Existe em Guajará um grande “apartheid” social que muito difícil será extinto. Perspectivas econômicas não existem. Aqui ou se trabalha no comércio ou então no serviço público. Afora isto existem outras fontes de trabalho regiamente pagos mas nem sempre dignificantes, entre elas o comércio informal ambulante e o tráfico de drogas. Muitos pais desesperados, ao se verem diante da miragem desses espectros negativos, são obrigados a mandarem seus filhos estudarem fora, muitas vezes sem terem condições para isso.
E os 2.000 empregos que prometeu esta administração? O povo esperançoso vislumbra que em 2.010 deverão sair. Tomara que sim! Mas este povo precisa de melhores argumentos para apelar para a fé e a confiança no futuro, afinal não existe coisa pior que estar desempregado. A pessoa sem emprego não tem dinheiro para nada. E ficar sem dinheiro é a mesma coisa que estar órfão de pai e mãe. Até os próprios amigos evitam tomar cerveja com o sujeito, porque na hora de rachar a despesa, ele nunca paga a sua parte. Isso quando ele não inventa de ir ao banheiro assim que chega a “dolorosa”. Em suma, é foda!
Mas por outro lado, Guajará-Mirim ainda é uma cidade de dois extremos: Num dia a gente acredita que está à beira do abismo, que não há mais solução para os problemas da cidade, que os nossos políticos são todos uns bandos de pilantras e que o povo é mais pilantra ainda por votar nestes safados que vivem de fazer conchavos na calada da noite. No outro dia, somos uma gente alegre, da maior paz, trabalhadora, cheia de esperanças por dias melhores e que vive na mais pacata e maravilhosa cidade do Estado, a Cidade Pérola.
E é esta gente pacata e honesta que deseja que os Poderes Públicos trabalhem no sentido de conjugar esforços para melhorar a investidura sócio-econômica do município em 2.010, caso contrário não haverá motivos para esperar um ano novo de mudanças reais no tocante à melhoras sociais.
Ainda assim, fazemos votos!
sábado, 26 de dezembro de 2009
A VERDADE A VER NAVIOS
Passado quase um ano sob o manto da administração Atalíbio Pegorini, administração esta que teve endosso do governador do Estado e do deputado Miguel Sena e cujo discurso de campanha teve ênfase na filosofia do “Mudar para crescer”, hoje a maioria do povo eleitor desta gestão já deve ter notado que até agora não houve quaisquer mudanças reais ou efetivas na conjuntura municipal. Tudo continua como antes. O sonho virou pesadelo.
Hoje, medindo muito mal a nossa situação, a extensão do nosso fim de poço, a terrível penúria em que a gente se encontra, este estado de abandono e marasmo que se faz pesar sobre todos nós, imagina-se que tudo isso é coisa passageira e que um dia, mais dia menos dia, as coisas irão se encaixar dentro das engrenagens e que os nossos mandantes gerais da cidade irão melhora-la a fim de que o nosso povo esperançoso prospere e seja feliz. Pura utopia. Basta que qualquer um dê uma olhada de lampejo nas roupas surradas que o nosso povo veste, no semblante das pessoas, na fome sentada na mesa da maioria da população sem emprego de nossa cidade, na cara dos bêbados e seus porres cada vez mais amargos, nas lojas vazias, comércio parado, na própria cidade morta, nas queixas das massas, nas reivindicações das associações e nas promessas dos demagogos para enxergar que é praxe comum dos que regem o Poder não dar nada sem receber algo em troca.
A nossa educação está falida, a saúde está um caos, as nossas ruas estão às escuras e sem sinalização, a nossa malha viária, devido aos inúmeros buracos, faz com que qualquer percurso feito em carro, moto ou bicicleta seja uma verdadeira aventura. E agora com a chegada do inverno serão necessários pelo menos seis meses para que se estabeleça a troca regular de ordens e relatórios, sem o qual a secretaria de obras e seu atrapalhado secretário só poderá atuar de maneira paliativa. Enquanto isso a paralização dos transportes nas estradas vicinais desorganiza o abastecimento de bens de consumos e matérias primas, sejam de ordem pecuária como laticínios e outros víveres, assim como de manufaturas como farinha e carvão vegetal.
O problema é que ainda paira no ar cultural da nossa gente guajaramirense aquele sossego de espírito, aquela psicologia do silêncio diante de tantos descalabros. É preciso falar em alto e bom som, encontrar as pessoas e atenta-las para o sufoco em que estamos metidos até o pescoço por causa dos desmandos da atual administração, se extasiar, se abrir com as pessoas diante dessas perspectivas negativas que se aproximam, faze-las sair desta hipnose das ilusões às custas de falatórios de palanque que resultou neste mal-entendido. É preciso reagir ante este estado de coisas.
Se falo em reagir, estou falando no potencial do nosso município, no valor de sua gente, no patrimônio moral de Guajará-Mirim. Essa atual administração foi um acidente de percurso. É preciso ter consciência disto. Guajará-Mirim perdeu o bonde da história e a retomada do progresso não se dará se antes não se expurgar este bando de inoperantes do Poder Municipal. 2.000 empregos podem ser gerados se existir planos e projetos em forma de política econômica e industrial que possam impulsionar de forma comercial a economia local.
