quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PRESIDENTE DA CÂMARA PARTICIPA DE ENTREVISTA NA RÁDIO RONDÔNIA

Na cinzenta manhã da última segunda-feira (31), à convite do radialista Samuel Barros, o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Célio Targino (PP) esteve na Rádio Rondônia FM para uma entrevista ao programa Rondônia Repórter, onde respondeu as abordagens dos apresentadores, rebateu as acusações de ouvintes que fizeram perguntas atinentes à atuação do Poder Legislativo e agradeceu as moções de apoio moral da audiência que também participou do programa.

No começo da entrevista, o repórter Samuel Barros aproveitou um gancho em seu editorial e questionou o Presidente da Casa de Leis sobre a problemática situação da superpopulação do cemitério Santa Cruz. Célio disse que “Realmente esta é uma situação preocupante. Várias propostas já foram apresentadas pela Câmara à Prefeitura para resolver esta situação, inclusive de pessoas apolíticas da sociedade que, através da Câmara, chegaram a ofertar terrenos de sua propriedade para que nestas áreas se construa um novo campo santo, mas que nada foi feito por parte do Poder Executivo, que parece não se preocupar com o assunto”.

Quanto à questão urbana, quando indagado sobre o porquê da omissão da Câmara em relação à cidade, segundo relato de um ex-político ficha-suja que esteve nesta emissora de rádio na semana anterior, o Presidente do Palácio Tancredo Neves destacou que “Esta Câmara jamais poderá ser tachada de omissa, uma vez que esta Casa de Leis conseguiu afastar o Prefeito Atalíbio Pegorini, que hoje só ocupa o cargo por imposição de força judicial. O processo que o afastou continua seguindo seus trâmites normais, inclusive junto às instâncias forenses”.

Sobre a participação da Câmara na questão da dívida com o Cadin, segundo anunciou o Prefeito Atalíbio pegorini na sexta-feira (28), Célio Targino disse que aí há apenas meia verdade. “Existe sim, um débito da Câmara, mas este débito não se condiciona à gestão atuante e sim à anterior”. Com respaldo no que manda a Carta Magna de 1.988, acrescentou que débitos passados quem paga é a prefeitura e não a Câmara, uma vez que esta não possui personalidade jurídica nem patrimonial. Ressaltou que neste qüiproquó, “O Prefeito deveria ter um pouquinho mais de honradez e ter falado toda a verdade e não uma verdade pela metade”.

Na questão mais polêmica da entrevista o radialista Samuel Barros perguntou ao Presidente da Câmara, que obstáculos a Casa de Leis estaria opondo para que o Prefeito Atalíbio instalasse um sistema de aposentadoria e previdência privada na prefeitura. O Presidente disse advogar que “Quem deverá decidir sobre este assunto é o próprio servidor público e não o prefeito que quer porque quer enfiar goela-abaixo este regime no lombo do servidor. A nossa maior preocupação é com o servidor público que por falta de garantias, poderá ficar após anos de serviços prestados, com uma mão na frente e a outra atrás caso as empresas gestoras destes serviços resolvam “anoitecer e não amanhecer” como já houveram casos. Por isto é que, esta questão por ser muito polêmica, precisa de uma melhor discussão com a participação dos funcionários da Prefeitura”.

Ao término da entrevista, Célio Targino agradeceu o convite da emissora, disse ter o maior respeito pelas opiniões contrárias, sejam de que matizes políticas forem, enfatizou que a Câmara continua de portas abertas para toda a população e aproveitou para convidar esta mesma população para participar das sessões ordinárias da Casa de Leis que ocorrem todas as terças-feiras.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

PAREI CONTIGO!

Há mais ou menos 30 ou 40 dias, todas às sextas-feiras a partir de 7:30 da manhã o prefeito Atalíbio Pegorini tem dado entrevistas à Rádio Rondônia. Nestas audiências o prefeito tem falado sobre a situação do Palácio Pérola com o CADIN, promessas de asfalto e outros serviços que estão chegando, problemas na Saúde e na Educação que, segundo suas palavras, “Não passam de exageros de gente que deseja desestabilizar a administração”, e sobre o Regime de aposentadoria e prevenção para o servidor municipal. Ali naquele espaço que esta empresa de mídia lhe concede através de acerto com parágrafos, cláusulas, rubricas e dinheiro público, o prefeito se aproveita e faz da falação supérflua uma coisa oficial com a má intenção de enganar idiotas e inocentes úteis.

Mas a verdade é que esta entidade chamada Administração Atalíbio Pegorini fracassa em todas as suas atitudes, inferniza a vida dos cidadãos que precisam de seus serviços nas áreas de saúde, educação, obras e serviços, atrasa serviços burocráticos e esculhamba a coisa pública. Nossa cidade está mal tratada e mal cuidada. Nossa acolhedora cidade que sempre esteve de portas abertas para todos os que nos prestigiam ou nos dão o prazer de sua visita, hoje não passa de um lixão a céu aberto. Para chegar ao cúmulo da sujeira só está faltando o povão sair às ruas para aí fazer suas necessidades fisiológicas. Nossa 15 de Novembro, nosso cartão de visitas está às escuras. E o lixo encontra-se em tudo quanto é lugar conforme anunciou um servidor semana passada nesta mesma emissora. Segundo suas palavras, o lixo está esparramado pelas calçadas e amontoado nas lixeiras das casas. Há também muito lixo em quantidades industriais no Mercado Público.

Claro está que o prefeito não conhece nada de administração nem de desenvolvimento sócio-econômico. Nossa prefeitura hoje está sob o comando de um burocrata que adora viajar e passear pelos gabinetes de Porto Velho e Brasília para não resolver nada. Aliás, resolve sim, os seus problemas, as suas dificuldades. Em suma, usa o Poder para poder amealhar grana sem produzir um parafuso sequer. Contribuir para a sociedade, negatofe!

Como se não bastasse todos esses descalabros, a população ainda é obrigada a escutar pelas ondas sonoras da FM Rondônia o descaramento com que esta administração procura se sobrepor à esta falta de atitude e comando diante da situação de caos pela qual passa Guajará-Mirim, quando todos sabem que a culpa principal é do responsável pela caótica administração municipal: o senhor Atalíbio Pegorini.

Tecnicamente sem preparo para o cargo que ora exerce, ninguém nunca ouviu falar até agora de alguma coisa ou discurso que tenha feito capaz de marcar sua carreira de homem público. Sua formação de academia e de homem de negócios parecem não o credenciar a criar políticas públicas que possam tirar Guajará-Mirim deste estado de estagnação em que se encontra. Por isso tudo é que a constante deste governo é o fracasso. E bota fracasso nisso! A cidade está parada. Este prefeito precisa levantar da cadeira e fazer alguma coisa. Acorda Atalíbio! A cidade inteira está danada com você! Saia dessa posição e faça alguma coisa!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

F#DIDOS E MAL PAGOS!

Criado na administração Bader Massud com o objetivo de desenvolver de maneira comercial a cidade de Guajará-Mirim com impacto direto na economia devido a atração de capitais e investimentos com geração de empregos e movimentação na cidade, o entreposto comercial acabou tornando-se um imã de empresas e também um incômodo para lojistas e políticos da BR e até de Porto Velho que passaram a atuar em forma de lobbies junto a representação federal do Estado em Brasília com a intenção de acabar com este “paraíso fiscal”.

Com a concepção deste zênite comercial, a maior empresa atacadista do Estado, o Mercantil Nova Era aterrissou em Guajará-Mirim com toda sua infra-estrutura. E na sua esteira vieram o Armazém Coimbra, o Irmãos Gonçalves, a Pato Branco de Vilhena e outras. Muitas se mudaram apenas para tornarem-se empresas de “faz-de-conta”, montando um pequeno escritório numa sala alugada, mas que garantia um registro legal na cidade e passaram a usufruir dos incentivos fiscais do município. O importante é que metade destas empresas se instalou de verdade em Guajará-Mirim.

Pra entender: muito embora algumas empresas fossem de fachada, elas garantiam emprego para muita gente, ocupavam pontos comerciais, casas ou residências e distribuía renda na cidade. É claro que estas empresas instaladas na cidade também lhes garantiam a faculdade de pagarem imposto muito mais baixo, até porque a sua rotina comercial ocorria em outra cidade. Mas e daí? Qual o problema?

Com o seu entreposto, Guajará-Mirim não atraia somente empresas de gêneros alimentícios como as já citadas. Empresas de informática, cosméticos, embalagens, medicamentos, cereais, transportes, gráficas, papelarias, materiais para padarias e até bombonieres se aproveitaram das vantagens fiscais. Agora acabou-se o sonho. E Guajará retorna ao estado de estagnação e miséria.

Guajará-Mirim é uma cidade com muitas carências. Aqui há demanda por saúde, escolas de qualidade, saneamento, asfalto, iluminação pública, falta de prefeito, falta de associação comercial e outros itens. Com o caminho andado para se resolver metade destes problemas, agora Guajará-Mirim está fadada a se tornar uma cidade fantasma e com muita gente de bem sendo obrigada pelas circunstâncias a adentrar o caminho do crime e do tráfico de drogas, partindo para o ilícito para sustentar suas famílias.

Bons tempos em que tínhamos um prefeito como Bader Massud, técnico em economia e administração e não este arremedo político que hoje está no comando, e uma associação comercial atuante e com gente de firmeza como Toninho Nogueira, Letfalah Badra e Maximahon Torres e não esta que aí está há alguns anos com muita conversa bonita e blá-blá-blás e muito pouco ou quase nada de ação concreta.

O que acontece é que em Guajará-Mirim ocorre muito excesso de zelo. Há excesso de fiscalização, excesso de polícias, excesso de forças-tarefas, excesso de operações de fronteira e excesso de ignorância por parte de alguns órgãos públicos. Tudo em constante batalha contra a cidade e sua gente. Concomitante a isto, bandidos de verdade estão passando rios de cocaína bem debaixo de seus narizes.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

RUMO ÀS MUDANÇAS

Há exatamente um ano das eleições municipais políticos e grupos já começam a especular, negociar, fecharem acordos e fazerem contas e pesquisas. Esta é a época em que costuma-se acentuar os conchavos políticos em detrimento das questões administrativas e da política em nível superior. Adversos aos interesses da sociedade, hoje se sobrepõe os interesses de partidos e conjuntos políticos. A verdade é que a maioria dos políticos, independente de partido, não são dignos da sociedade que os escolhe.

Portanto esta é a época do ano em que se faz necessário uma maior atenção do eleitor para com as propagandas enganosas e falsos profetas a bordo de mandatos que costumam anunciar serviços e obras faraônicas. A mentira vai correr solta daqui por diante e seria de bom alvitre que o povão ficasse de antena ligada. Se estamos a poucos meses de entrarmos em ano eleitoral, é preciso que o povão faça suas cobranças a estes políticos que hoje se anunciam como virtuais candidatos sobre o que a população espera deles. A cidade está cada dia mais abandonada, mas o prefeito insiste em suas entrevistas à Rádio Rondônia, que tudo vai às mil maravilhas.

Nas especulações que se fazem nas conversas de bares, tabernas, praças e repartições públicas, não há favorito às eleições para prefeito em 2.012. Mas uma coisa é patente: a sucessão municipal, no que depender destas coalizões e alianças que se fazem na calada da noite poderão ter potencial para alavancar de vez as estruturas de desenvolvimento da cidade ou enterrar para o fundo do poço qualquer proposta de progresso.

Entre tantos desafios que o próximo prefeito vai ter que enfrentar, entre os quais o caos na Saúde, problemas na Educação, transporte escolar, Trânsito, Obras e serviços, Promoção Social e Entreposto Comercial, o maior entrave vai ser encarar o problema da folha de pagamentos. Hoje a Prefeitura conta com quase 1.500 funcionários que consomem quase dois milhões de reais todos os meses. O próximo prefeito de Guajará-Mirim, seja lá quem for, vai ter que ter coragem para enxugar a administração municipal, implantar um programa de demissões voluntárias e aposentar parte do pessoal. Se há excesso de funcionários na empresa pública, tem que se mandar embora um número fixado para a coisa funcionar. Como fazer isso? Baixando um pacote com medidas para a redução de despesas e ao mesmo tempo oferecer vantagens e benefícios para o servidor público, que uma vez de posse de suas indenizações poderão investir num negócio mais rentável para o sustento de suas famílias.

Outro problema da administração é quanto aos cargos de comissão. Cargos de primeiro escalão deveriam ser ocupados por gente com competência técnica e não por conchavos e favores. É preciso acabar com estes vícios políticos que são arcaicos e prejudiciais. É preciso acabar com a “dinastia’ na política. É preciso que se governe com respeito aos deveres e direitos dos cidadãos. É preciso que o próximo prefeito faça esta autópsia na política a fim de retirar estas fétidas vísceras que apodrecem qualquer administração e são nocivas à sociedade como um todo.

E isto é só o começo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

NA PRÁTICA A TEORIA É DIFERENTE

Nas conversas de bares, tabernas, padarias, nas ruas e nas praças, em casa ou no trabalho as pessoas do nosso convívio social vivem nos enchendo de conjeturas e teorias. E de tanto encherem nosso cérebro com as mais altas teorias, às vezes chegamos a pensar que devemos ser teóricos do mais alto quilate. Mas o que de fato ganhamos com tanta teoria? O que é que de fato nós temos conseguido agora que somos mais teóricos? Melhoramos nosso meio ambiente? Melhoramos nossa qualidade de vida? Melhoramos nossas relações interpessoais? Que conversa! Ou seguimos arrastando as mesmas privações de sempre, ou quando não, temos impostos outras novas.

Quase que em ritmo contínuo temos sido convocado por razões diversas, a foros, encontros, seminários, simpósios e jornadas de estudos e reflexões em que os organizadores acabam nos impondo novas e maciças doses de teorias. Desses certames tão diversos saímos mais teóricos do que nunca. Mas que proveito real e material tiramos para nós mesmos ou para a sociedade da qual fazemos parte deste priscas eras?

Todos nós temos uma idéia mais ou menos clara e absoluta acerca dos problemas que invadem os céus do nosso cotidiano, das necessidades do nosso povo e do que é preciso para melhorar o aspecto sócio-econômico de nossa cidade. Em suma, temos idéias mais do que suficientes para saber o que é bom e o que é ruim para “nosotros”. Porquê motivo então, possuindo uma bagagem aceitável de conhecimentos, ainda querem complicar nossas vidas introduzindo-nos ao infinito campo das teorias?

Me lembro que durante o último encontro de jornalistas de fronteira ocorrido em Guayaramerin, Bolívia, o radialista Wilson Charles me chamou a atenção ao me ver abandonar uma das palestras para me refugiar atrás de um “Paceña” no antigo e extinto Bar Laredo. Rebati ao velho guerreiro que salvo algum imprevisto de última hora eu já sabia de cor e salteado o que iria acontecer naquela reunião: alguém iria dizer que era preciso estreitar os laços de amizade.

Foi dito e feito. É sempre a mesma conversa. Depois eles dizem que a troca de pontos de vistas tanto do lado de lá como do lado de cá foi altamente positiva para ambas as partes. Que existem, é claro, pontos de vistas diferentes em relação à questão aduaneira, acordos de comércio e respectivos subsídios, mas que foram dados passos importantes para resolver e intensificar um intercâmbio comercial mutuamente proveitoso e que os dois povos, seguindo suas gloriosas tradições, saberão afastar todos os obstáculos no caminho da concórdia e da boa convivência.

Para nós que temos o domínio sobre todos os conceitos básicos da nossa realidade, não faz sentido as cansativas jornadas em que se propõe teorias a torto e a direito, faz-se análises e pesam na balança a fim de que possam surtir efeitos positivos e deletérios na cabeça dos partícipes. É preciso atuar, trabalhar e tomar posições firmes com a determinação de sustentá-las. Acreditamos em nossa administração? Que políticas públicas devem ser criadas para a criação de novas fontes de emprego em nossa cidade? Somos realmente capazes de mudar a mentalidade do nosso povo? Então deixemos de teorias, de foros, simpósios e de discursos vazios. É chegada a hora de parar de falar e passar a ação antes que seja tarde demais.