segunda-feira, 19 de outubro de 2009

ORÇAMENTO MUNICIPAL: CÂMARA LIBERA APENAS 3 POR CENTO

Depois de uma ampla discussão, a Câmara Municipal de Guajará-Mirim autorizou a prefeitura a usar apenas três por cento do teto que solicitou na semana passada a pretexto de implementar novos investimentos na gestão da área municipal de saúde dentro da dotação de suplementos de fundos do orçamento municipal.

Segundo o vereador Francisco quintão (PDT) “Os 20% pedidos pelo Prefeito não foram concedidos pela falta de indicadores que justifiquem o destino para quê, para quem, de onde sairiam e para onde iriam os recursos da ordem de R$ 7 milhões”. Ainda segundo o vereador, o prefeito, com esta empreitada pretendia convencer a Câmara a autorizar o remanejamento do teto máximo de 20% do valor global do orçamento do município calculado em cerca de R$ 37 milhões, ou seja, os desejados R$ 7 milhões seriam utilizados sem planilha pré-estabelecida. No entanto a Câmara só concedeu 3 por cento deste orçamento, o equivalente a R$ 1 milhão e cem mil reais.

Para o presidente da Câmara, Dr. Célio Targino, “Caso a estratégia do Prefeito tivesse a chancela da unanimidade dos vereadores, a Câmara estaria assinando um cheque em branco à prefeitura”. Na atual gestão o Poder Legislativo – como nunca ocorreu – tem feito juízo de valor quando se trata do uso indiscriminado de dinheiro oriundo do erário público, “e acabou com a prática utilizada há anos dos dois pesos e duas medidas”, revelou um assessor do alto escalão municipal.

A medida, segundo os vereadores, “não detalhou os fins específicos a que esses recursos serviriam, apenas justificaram no bojo do projeto a origem das fontes, a aplicação do remanejamento a princípio, como a compra de materiais, equipamentos e pagamentos de serviços com aparelhos de raio X, ambulâncias, remédios e outras carências de postos de saúde e do Hospital Regional”.

sábado, 17 de outubro de 2009

MANIFESTO NA MESA DO BAR DO CLÓVIS

Podem até achar que este manifesto não passa de devaneios de um bêbado comunista. Podem até dizer que foi escrito entre a terceira e a quarta cerveja, mas a verdade é que cada dia mais me bate a sensação de que não passamos de meros escravos e lacaios do Poder mundial. O império da falcatrua endolarada atua cada vez mais sobre nós. A gente só vai ser livre de verdade como povo no dia em que a gente conseguir se desprender das amarras da Águia imperial. Afinal, servidão colonial significa impossibilidade de fazer história.

Os “Istêites” não querem ser amigos de ninguém, mas sim temidos, e se possível, pela força de fuzis e napalms. São eles que detém o monopólio da guerra e a supremacia militar. Seu “American-way-of-life” é feito na base do arregaço. A maré montante das gangues americanas é se envolver cada vez mais em conflitos bélicos pelo controle do petróleo moribundo e em fase de extinção. Mas também existe nos anais da Federação do Baixinho Invocado (FBI) e da “Ciaêi” uma tendência irrefreável do deslocamento do eixo geopolítico do Oriente para as florestas tropicais da nossa Amazônia Legal.

Do Alcorão ao Proálcool a ocupação Ianque atingiu o Zênite com a tomada da Vale do Rio doce. Ali tava na cara que era uma ocupação de recursos que visava ao inevitável ocaso do petróleo, cuja espuma flutuante está concentrada no Oriente Médio. Que Alá tenha colocado petróleo ali e que este petróleo tenha se revestido de força mística e étnica é um grozope significante porque o afã de morrer pode ser também um impulso vital. É essa morte como fé e não como temor que deixa de cabelos em pé o Pentágono cocaínico. Petróleo, dólar e bomba sempre vão estar interligados.

Já está na mesa de negociações dos bacanas lá de Washington o genocídio da Raça Brasil. O interesse do capital mundial não vai de encontro com a nossa sobrevivência devido à penúria das matérias primas de lá e do declínio dos combustíveis fósseis que se encontram em poder da rapina Ianque. É de todos sabido que foi o desenvolvimento que gerou o subdesenvolvimento, assim como foi a metrópole que pariu a colônia. As metrópoles lá de “arriba” precisam mais da gente do que a gente deles.

Trampamos todos os dias de sol a sol da Câmara de Guajará até as lojas de calçados lá no Candeias, desde São paulo até Cingapura somente para engrossar as testas de Wall Street e construir os Trade Centers de Nova Iorque. Enquanto isso a burguesia tucana de fortuna espúria e mal adquirida prevarica com o gringo Ianque arreganhado-lhes a bunda em honoris-causa. É de arrebentar o bago ver uma gente que um dia botou pra correr Villegaignon e Maurício de Nassau, de repente se ajoelhar para a Coca-cola.

Por mais sangria que represente a tirania do dólar, o que almejam os donos do capital mundial não é somente dar um tapa na grana, mas sim tomar de conta do nosso território com sol, água, clorofila e fotossíntese. Roubar o solo, como dizia Karl Marx. É muito provável que as “plantations de biopirataria” fiquem sob controle dos “Istaduzunidus”. Vide o Iraque que hoje se transformou num posto de gasolina dos “USA & ABUSA”.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

DR.CÉLIO TARGINO DEFENDE ZONA FRANCA DE G .MIRIM

O presidente da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, vereador Célio Targino (PP), em entrevista para o jornal O Mamoré,disse que “está na hora de toda a sociedade começar a reagir contra a ameaça de se perder a Área de Livre Comércio por força de uma manobra dos grandes atacadistas da Capital, Porto Velho”.

O parlamentar demonstrou sua preocupação com o que classificou de “retrocesso da história guajaramirense do século passado, a mesma que penalizou nossos antepassados com os ciclos da borracha, da madeira, do ouro e agora com o advento da criação da Área de Livre Comércio em Porto Velho”.

Segundo Célio Targino, “se a gente não começar a se mobilizar a partir de agora, mais de 500 famílias terão reduzido o seu poder de compra e de sobrevivência com a redução imediata do número de postos de trabalho, além do fechamento de empresas que, certamente, irão trocar a cidade de Guajará-Mirim por outros centros mais atrativos fora da região”.

A coisa é mais séria do que se possa imaginar, disse ainda o parlamentar. Ele lembrou, no entanto, que “a luta para salvarmos nossa Área de Livre Comércio é de todos os cidadãos e não de grupos isolados”. Célio chegou a prever que “com o apoio de alguns políticos e autoridades do próprio município, até mesmo antes do recesso do Congresso, venhamos a ser surpreendidos com a edição de mais uma MP do Governo passando a estender a Zona Franca até Porto Velho”, observou ele.

O vereador informou que, “essa é a hora de darmos às mãos, de sairmos às ruas e discutirmos quais medidas tomar ante a ameaça de perda da ALC de Guajará-Mirim”. Ele propôs, no entanto, que a classe empresarial se una aos vereadores, à Universidade, à Prefeitura e aos segmentos produtivos a fim de que se impeça a realização de mais uma conspiração contra os interesses do povo desta terra.

A extensão da Área de Livre Comércio até Porto Velho, na opinião do parlamentar, “significará a mesma coisa que decretarmos o fim das instituições democráticas no País”, ao ponto de, “Guajará-Mirim reviver seu passado de glória do século passado com os ciclos da borracha, da madeira, do ouro e ficar alijada do novo ciclo econômico que se avizinha a partir de 2010 com os adventos da construção da ponte bi-nacional (Brasil e Bolívia) e das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio”.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A QUESTÃO DA LEI DO MOTO-TAXI

Ao contrário do que poderiam imaginar os mais imaginativos, a Audiência Pública que aconteceu no dia 28 de setembro no Plenário da Câmara Municipal e que discutiu a regulamentação da lei do Moto-Táxi, ocorreu sem maiores transtornos. Afinal, havia fortes indícios e fundos motivos que poderiam levar por água abaixo o caminho da concórdia e das boas intenções no desenrolar desta assembléia. Uma semana antes uma confusão geral havia atiçado os ânimos tanto da classe de taxistas como dos moto-taxistas.

A reunião, que deveria iniciar às 19:30 horas, começou com quinze minutos de atraso. À convite do presidente da Câmara, Dr. Célio Targino, o vice-prefeito Hilter Videira abriu a audiência com um discurso que teve ênfase no sentido de que se achasse uma solução para este impasse com obediência às vigências legais e de forma a conciliar a convivência, a tolerância e o respeito mútuo entre as classes.

Vários líderes de representação de bairros e possíveis futuros usuários desta forma alternativa de transporte fizeram uso da palavra e a questão preço-custo-benefício foi levada em alta consideração por todos os que tiveram a frente dos microfones do Plenário. Na ocasião ressaltou-se que o preço de uma corrida em Moto-táxi chega a ser até cinco vezes mais barato que o táxi convencional. Marcos Soares, representante da Anvisa em Guajará-Mirim enfatizou que é a favor da lei do Moto-táxi, “desde que observados os parâmetros de higienização, saúde e segurança”.

A lei que regulamenta o serviço de Moto-táxi exige que o condutor tenha acima de 21 anos completos, dois anos de prática, habilitação em curso sob a égide do Contran, uso de colete luminoso e além do capacete, colocar na moto uma barra de proteção lateral. Estas normas, uma vez postas em prática, visam a proteção e segurança do usuário. Agora há que se observar que andar de garupa numa moto não vai ser nunca a mesma coisa que sentar num banco de táxi automóvel. Muda muito pra segurança do conjunto se o garupa não souber o que fazer, se for muito pesado etc...

Mas uma vez postos no fiel da balança todos os prós e contras desta batalha que só vem a beneficiar a população mais carente do município, cabe agora trabalhar pela obtenção da concessão das placas que pode ser uma “bóia de salvação” para uma porrada de gente honesta buscando seu sustento, gente com pouco estudo, sem emprego, mas com muita disposição para trabalhar numa cidade como Guajará-Mirim onde o marasmo econômico parece atuar a cada dia mais sobre todos nós.

Também cabe a taxistas e moto-taxistas procurar buscar o máximo respeito ao espaço físico de cada um no exercício de suas funções a fim de evitar confrontos desnecessários. Ganham com isso turistas e o povo em geral pelo direito de livre escolha no uso desses transportes.

domingo, 4 de outubro de 2009

TUDO EM PRATOS LIMPOS

Em conversa recente com o titular desta coluna o ex-vereador e atual presidente do PDT em Guajará-Mirim, Rodrigo Nogueira desenhou de forma clara e objetiva o cenário político municipal, falou sobre as conversações que tem mantido com líderes e ex-líderes do comando político de Guajará, fez previsões alvissareiras acerca dessas conversas e de quebra colocou de vez uma pá de cal no assunto PDT-Dedé de Melo. O presidente do diretório municipal disse que “Nem que este cidadão chegasse de joelhos pedindo sua filiação para as hostes Brizolistas, ele teria meu abono. Até porque se eu fizer isso eu iria ter um aliado só de fachada, e hoje, ao contrário de antes eu já não tenho estômago para digerir tal situação”. A seguir alguns trechos deste bate-papo que envolveu política, eleições, intrigas e traições.

Em relação à atual conjuntura política do município, Rodrigo disse que a administração Atalíbio até o momento não mostrou a que veio. Acha o ex-vereador que sob o manto da atual gestão ainda paira um clima de incertezas, haja vista o discurso de seus porta-vozes quando afirmam que tudo ainda se encontra em fase de estudos. Rodrigo acusa que “Já está na hora de parar de falar do vexame da administração passada, revisar o presente para projetar um futuro promissor para Guajará-Mirim e sua gente”.

Sobre as conversas que tem mantido com o presidente da Câmara de vereadores Célio Targino, Rodrigo disse que achou de extrema importância a proposta do presidente da Casa de Leis de mobilizar a opinião pública e os diversos segmentos da sociedade civil para que assumam uma posição de participação no processo político de Guajará-Mirim. “Mas antes de tudo é preciso que este pacto uma vez formado, além da união, passe a planejar a sociedade e comece a trabalhar, afinal todo movimento social começa no planejamento e este se faz necessário e viável para estas pessoas que estão realmente interessadas no futuro de Guajará-Mirim”, disse Rodrigo.

Quando o assunto passou para o tópico “eleições”, Rodrigo enalteceu que tem andado pelos bairros da cidade numa grande via-sacra e tem ouvido os clamores da sociedade. Disse que a população de Guajará-Mirim está farta da malversação do dinheiro público e já começa a se indignar e tomar posições contra os rumos que a cidade vai tomando. “A maioria do povo que vota nesta cidade é formado por pessoas simples, carentes de tudo, e as cobras políticas do município sabem muito bem disso, e na época das eleições acabam virando os melhores amigos destas pessoas, mas de tanto apanhar o povo já começa a aprender a jogar este “game” da vida real e não está mais entrando no jogo dos seus algozes”.

Pelo teor de seu discurso deu pra perceber que Rodrigo está antenado aos problemas que hoje são inerentes ao pântano por onde se arrastam o cotidiano dos 40.000 habitantes que todos os dias se movimentam no caos de nossas ruas escuras e cheias de buracos, das praças sujas e mal cheirosas, que penam nas filas de um hospital com uma rede de saúde deteriorada, de escolas onde os alunos se espremem em salas superlotadas e caindo aos pedaços e de uma cidade entregue ao Deus-dará. Muito mais maduro politicamente, Rodrigo Nogueira hoje consta de um nome à altura em vistas das eleições gerais de 2.010.