Um grande problema para algumas pessoas de nossa cidade é que elas se preocupam muito com as coisas que converso. Não sei se elas me têm como um intelectual de alto cuturno,dono da verdade ou no mínimo inteligente e formador de opinião, o fato é que toda fórmula de pensamento que ganha corpo através de minhas palavras é motivo de repercussão na quadratura do círculo que envolve os sombrios horizontes do nosso Frontier. Tem gente inclusive que faz questão de sentar na mesa ao lado da minha só para escutar minhas conversas com o intuito de passar para diante. Esta semana sofri ameaça de morte por parte de um servidor da Receita que obteve informações truncadas de que este signatário junto com amigo Leonardo Nogueira estariam "enxovalhando" (sic) sua dignidade, moral e cabedal. Vocês me conhecem, eu vou lá me preocupar com um imbecil desses... Mas de uma coisa tenha certeza meu nobre carrasco: O seu complexo de inferioridade não é inferior ao de ninguém.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
HAY PRENSA LIBRE EM ESTA CIUDAD?
O amigo Chico Nery pediu-me que eu fizesse um artigo como pro-forma de colaboração para o Jornal “A Fronteira”. A começo esquivei-me alegando falta de tempo, indisposição, ressaca ou outro mister qualquer. Depois de alguma relutância por parte do fotógrafo e jornalista desta briosa gazeta, perguntei de pronto: “Quanto ganho nisto?”. O amigo contra-atacou dizendo que era uma colaboração e que colaboração, como o nome já diz, não se paga, é de graça.
Ali foi um chute nos ovos. O bom Chico Nery sabe melhor que eu que a gente que escreve, às vezes passamos agruras. Pô bicho, será que esse pessoal que banca o jornal não sabe que nós também temos as nossas necessidades? Será que a gente não precisa comer, beber, se vestir, comprar desodorante, sabonete, pasta de dentes e papel higiênico? Ou acham que é só sentar à frente de uma máquina Olivetti que as idéias começam a reluzir?
Pois bem, ao fim e ao cabo acabei me dando ao luxo de mandar este “textículo” para o jornal, mas não sem antes perguntar qual era a linha editorial do tablóide. Me disse que eu teria total liberdade. Perguntei : “Será?”. “Pode escrever que eu garanto”. Respondeu o editor-redator. Tá bem. O Atalíbio não vai ficar puto? Tá bem. A Receita, a Polícia Federal, a Maçonaria e as igrejas não vão encher o meu saco? Então tá bem. Mas antes queria dizer que essa coisa de jornal independente em Guajará-Mirim não funciona. Faço aqui um parágrafo para tomar uma cerveja e depois explico. Parágrafo.
Corria o ano de 2.005 quando o ex-prefeito Dedé de Melo me chamou para conversar e no resumo da reunião me disse que tinha uma gráfica à minha disposição e que eu podia arrumar gente qualificada e de gabarito para montar a equipe daquilo que seria o meu jornal. Os termos seriam os seguintes: eu teria carta branca para apontar os erros de sua administração, mas também ouvir o outro lado e apresentar sugestões. Foi o que fizemos. Nisto me deram suporte o amigo Aluízio da Silva, o ex-vereador Xavier e o designer gráfico Aderson Vieira.
Querem saber o resultado? Eis que uma bela tarde, depois de um quebra-pau que o ex-secretário de obras do desgoverno Dedé (que também era o dono da gráfica) tivera com o advogado do ex-prefeito no gabinete da procuradoria, me aparece na oficina e põe as cartas na mesa: - Coloca aí na manchete do jornal: PROCURADOR DO MUNICÍPIO ROUBOU O IPHAN. Disse a ele que até poria a chamada de capa sim, mas que ele me desse a salva-guarda de documentos, provas cabais, enfim, papéis... “Não tem!”. Vociferou o ex-secretário. “Então “neca” de manchete”. Redargui. “Então acabou o jornal”. Decretou o imediato do ex-prefeito.
É claro que existem outros que também foram para a sepultura neste ínterim, mas não vem ao caso. Agora afora isto, pelo que vi nos primeiros exemplares, há muita matéria com prefeito, deputado, vereadores, gente da Câmara alta de Brasília e até curas eclesiais. Então meus amigos, não me venham com esta falácia de independência.
Olha, não estou aqui pra desanimar ninguém não. Mas se este grandioso jornal for mesmo independente, acho que como o meu extinto finado impresso, não vai durar nem seis meses. E se durar mais que isto, aí não é independente. Mesmo assim, longa vida ao jornal. De coração.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
TODA FÉ NA RAZÃO E NA LÓGICA
Ainda que ninguém vá dar muita atenção para o que vou dizer, quero na coluna de hoje discrepar do ilustre colega Dom Sierra Tigre no tocante ao artigo “A fé remove montanhas” da semana passada. O que li ali foi um dicionário de citações de auto-ajuda e lugares-comuns filosóficos religiosos. Uma associação de missa das seis com crendices de seguidor de procissão. Mas o que mais me surpreendeu na epístola é como um cara que até acho coerente naquilo que escreve conserve essa crença de 2.000 anos atrasada. Religião não se discute? Como não? Verdade absoluta? Vamos discutir.
Pra começar quero deixar explícito que a existência ou não de Deus não vai mudar em nada o acontecer dos fatos. Se ele não existir, como acho que não existe, o nosso mundo vai continuar sendo este inferno em que estamos vivendo. E se ele existir, com certeza não vai ser um canalha pra se preocupar com os meus ridículos pecados amorais e clandestinos do passado. Se Deus existir, ele irá atrás de presas maiores e que causaram dor, morte e sofrimento para uma porrada de gente, não apenas para dois ou três maridos desafortunados, mas para milhões de pessoas como Hitler, Stalin, Idi Amin Dada, George Bush, Collor de Mello e FHC, o nosso pilantra maior.
Quanto ao quesito religião, hoje qualquer um que tenha uma cultura independente sabe que cientificamente um planeta como o nosso tem bilhões de anos, mas a Bíblia sagrada garante que o planeta Terra foi criado por Deus em sete dias e que tem apenas 10.000 anos. A superstição e a fantasia sim, vem desta época. Nesta época remota o Homem quando não conseguiu decifrar os fenômenos da natureza (os raios, trovões, as chuvas, tempestades, meteoros e eclipses) inventou Deus para suprir sua ignorância. De lá para cá o fato é que por causa da ignorância do povo nós temos que carregar Deus nas costas pelos restos dos nossos dias.
Quanto a questão da ignorância, nem é preciso dizer que a religião foi responsável pelo maior atraso intelectual que já houve na face da Terra. A igreja foi contra as teorias de Galileu, pois segundo ela o Sol não poderia ser o centro do universo. Este lugar perfeito, segundo ela, era a Terra, obra de Deus. Foi contra a datação do mundo, o estudo da anatomia em cadáveres e foi contra a invenção do Para-raio, pois para ela as descargas elétricas eram resultado da fúria de Deus pelos pecados do Homem.
O pior de tudo é que para manter seu rebanho sob açoite desta ignorância, a igreja se sujeitou até a deixar um extenso rastro de sangue de envergonhar até os mais ingênuos dos crentes. Exemplos: as cruzadas dos Cristãos, a expansão islâmica à base da espada, a briga entre religiões na Irlanda do Norte, homens-bombas no Irã, Iraque, Sri-Lanka, Paquistão e o escambau.
Em suma, acho que a ausência de uma explicação natural não implica necessariamente numa explicação sobrenatural. Nada contra o escriba da página ao lado, que aliás acho que teve a melhor das intenções naquilo que escreveu, muito embora com a cegueira da fé. Que desperdício. Tivesse no Tibet ou no Himalaia, fosse budista ou muçulmano, nas utópicas cantilenas da religião, mudaria apenas o nome do mito a ser idolatrado: Buda, Maomé ou outro qualquer. Sem querer comparar e com todo o respeito. Palavras, palavras, nada mais...
domingo, 6 de setembro de 2009
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DISCUTE ZONA FRANCA COM VEREADORES
Aconteceu às 10:00 horas da última terça-feira (01) na sala presidencial da Câmara de vereadores uma reunião com a representação da Associação comercial e os vereadores de Guajará-Mirim em toda sua unanimidade com o objetivo de discutir a proposta de expansão da área de livre comércio e colocar o Poder Legislativo a par da medida que pode alterar algumas cláusulas contratuais e que só iriam beneficiar interesses particulares em prejuízo do progresso e desenvolvimento de Guajará-Mirim. Este encontro ocorreu sob o signo do consenso e das boas intenções. Tanto a Câmara como a Associação foram contrários à emenda que altera a lei que concede a Guajará-Mirim a total autonomia sobre a área de livre comércio.
Segundo o presidente da Associação Comercial Alberto Azzi (Teló), em tempos recentes uma comissão de Guajará-Mirim esteve em Brasília e apresentou propostas junto a representação federal do Estado dando ênfase a tal emenda. Pelas falas do presidente da Associação, esta comissão foi encabeçada por um empresário que atua no ramo de lobbies comerciais e nesta ocasião se instou auto-intitulado “Assessor Municipal para assuntos da Área de Livre Comércio”. Ainda segundo o presidente, este “Assessor” teve suporte logístico da diretoria da Unir e do Poder Executivo. Até o fechamento desta edição o jornal O Mamoré não conseguiu apurar se a Prefeitura tem esta assessoria dentro de seus quadros.
Em sua exposição o assessor de comunicação da Associação Comercial Cícero Noronha argumentou que “com a expansão proposta por esta comissão, a área de livre comércio iria se estender até Porto Velho e com isso a economia de Guajará-Mirim que hoje se acha estagnada iria à bancarrota, uma vez que a tendência das empresas que hoje operam em Guajará-Mirim seria migrar para a capital, haja vista a questão custo-benefício no que se refere a frete de cargas e economia de combustível já que entre Porto Velho e Guajará-Mirim são quase 400 quilômetros de distância”. Cícero disse ainda que só quem tem a lucrar com isso são setores do segmento atacadista distribuidor que não se preocupam em melhorias sócio-econômicas para Guajará-Mirim, ao contrário dos quase 800 pequenos comerciantes desta cidade (supermercados, tabernas, açougues, padarias, bares, restaurantes, farmácias, hotéis, lojas de móveis e eletrodomésticos, confecções e calçados) que investem aqui porque aqui tem raízes e família.
A área de livre comércio tem como objetivo a importação e exportação de produtos e mercadorias com livre trânsito através de incentivos fiscais entre países de fronteira, que além de incrementar a atividade comercial tem toda uma política voltada no sentido de estreitar as relações bi-laterais.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
VEREADOR ROBERTO DE SÁ QUER PATRULHA MECANIZADA PARA O MUNICÍPIO DE GUAJARÁ-MIRIM
Através de requerimento apresentado à Mesa Diretora da Câmara Municipal, na sessão ordinária do último dia 25, o vereador petista Roberto de Sá solicitou a intervenção dos senadores Valdir Raupp (PMDB) e Fátima Cleide (PT), e dos deputados federais Marinha Raupp (PMDB) e Eduardo Valverde (PT), para que eles apresentem emendas individuais ou coletivas ao Orçamento da União para 2.010, a fim de que o município de Guajará-Mirim seja contemplado com uma Patrulha Mecanizada composta de 01 trator esteira, 01 moto-niveladora, 01 retro-escavadeira, 02 caminhões basculantes e 01 pá carregadeira.
Em sua justificativa, Roberto de Sá cita as dificuldades do município com relação ao parque de máquinas herdado de administrações anteriores completamente deteriorado e sem condições efetivas de uso. Segundo o vereador, em conseqüência da receita insuficiente do município para adquirir tais bens, faz-se necessário a ajuda desses parlamentares em nível federal, sob pena de paralisação do tráfego nas estradas vicinais quando da chegada da época do inverno.
O vereador petista Roberto de Sá assumiu a cadeira de titular na vaga deixada por Ronald Fernandes, o Galego, que se licenciou do cargo para assumir a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos do município. Roberto de Sá assumiu dia 04 de agosto e já apresentou vários requerimentos e fez alguns pronunciamentos envolvendo a problemática do município de Guajará-Mirim.
