A verdade é que hoje, passados já quase 150 dias de governo, há uma sensação de desânimo geral na cidade. E esta sensação está afetando de forma a inibir as iniciativas da sociedade e as decisões das pessoas e das empresas afastando potenciais investimentos e empreendimentos. Parece até que não existe administração, e se existe, parece que falta um comandante para apontar os rumos desta administração. O povo reclama a criação dos 2.000 empregos que tantos benefícios trariam para a cidade. O povo reclama das nossas ruas esburacadas e das calçadas tomadas pelo matagal. O povo reclama da falta de iluminação. O povo reclama da falta de atendimento e de remédios no Hospital Regional e nos postos de saúde. Então porque ao invés de se esconder na inoperância, na covardia e na desculpa de que tudo o que ocorre hoje é resultado da má-gestão anterior, o prefeito não pede auxílio ao governo do Estado?
Aonde é que está senhor Prefeito, a sua política de desenvolvimento que prometia criar tantos empregos? aonde é que está a parceria com o governador Ivo Cassol? aonde é que está a ajuda do deputado Miguel Sena? Aonde é que está você Prefeito? Apareça! Não tenha medo! Mas mostre serviço.
É de todos sabido que delegar é a maneira mais fácil de administrar qualquer coisa, desde que não se tenha responsabilidade sobre ela. Agindo desta forma, nosso ilustre prefeito lembra Pilatos: lava as mãos e espera que as consequências futuras sejam de responsabilidade não da prefeitura, mas sim de toda a sociedade. O prefeito não foi eleito somente para gerenciar a folha de pagamento e sim para coordenar a cidade e coloca-la no caminho do progresso e do desenvolvimento. A nossa sociedade já está cansada do populismo barato e quer um administrador que encare os problemas de frente. Acabou-se aquele tempo do tapinha nas costas e do sorriso falso. O povo quer resultados concretos.
Também não se pode esquecer que os problemas quando não tratados no momento oportuno vão ficando cada vez mais carentes de soluções cabíveis, até porque de tanto enrolar, enrolar e enrolar na execução dos serviços, o tempo vai passando e os problemas junto com as suas soluções vão ficando cada vez mais distantes.
Por fim mas não por último, é preciso deixar claro que quem acaba perdendo com esta falta de atitude e ciências das coisas, é a cidade e toda sua população que vão continuar sem saúde pública, sem uma educação de respeito e sem a recuperação dos serviços públicos que são essenciais para as camadas mais pobres da nossa sociedade.
